terça-feira, 16 de setembro de 2014

Boto Cor-de-Rosa é o campeão do Sairé 2014

O Boto Cor-de-Rosa é o campeão do Festival dos Botos do Sairé 2014. A apuração aconteceu no final tarde desta segunda-feira (15), no Sairódromo, na vila de Alter do Chão, município de Santarém. A programação do Sairé, considerado a maior e mais antiga manifestação cultural do oeste do Pará, foi iniciada na última quinta-feira (11), e levou mais de 100 mil visitantes a Alter do Chão. As agremiações Boto Tucuxi e Boto Cor-de-Rosa se apresentaram na noite de sábado (13), no Lago dos Botos. O Tucuxi levou para a arena o tema "Sairé pra Dançar", e o Cor-de-Rosa apresentou o "Puxirum da Amazônia”. Os dois espetáculos foram encerrados com a lenda do boto, o momento de sedução nos enredos.

Três jurados avaliaram 15 quesitos nas apresentações. Os jurados deste ano foram o desembargador, compositor e músico Vicente José Malheiros da Fonseca; o antropólogo e professor universitário Dirsom Medeiros, e o professor universitário e pesquisador Paride Bolletim. Foram avaliados os quesitos: Apresentador, Cantador, Rainha do Sairé, Cabocla Borari, Curandeiro, Rainha do Artesanato, Boto Homem Encantador, Boto Animal, Rainha do Lago Verde, Carimbó, Organização de Conjunto, Alegorias, Letra e Música, Ritual e Torcida.

A tranquilidade na apuração foi garantida com a presença da Polícia Militar. As duas torcidas chegaram cedo ao Sairódromo para acompanhar a apuração. As primeiras notas divulgadas foram a do jurado Vicente José Malheiros da Fonseca, e mostraram uma disputa acirrada entre as duas agremiações. Somente 30 minutos depois, com a divulgação da notas do último jurado, a torcida do Boto Cor-de-Rosa comemorou o título. A diferença foi de apenas 2,5 pontos. O “Cor-de-Rosa” conseguiu 446 pontos, e o Tucuxi, 443,5. O resultado foi comemorado nas ruas de Alter do Chão, ao som das músicas da agremiação

Todo o Sairé 2014 foi documentado por uma equipe do programa Domingão do Faustão, da Rede Globo, que vai exibir uma reportagem especial sobre o evento.
O rito religioso do Sairé foi encerrado pela manhã, com a derrubada dos mastros - levantados no início da festa, no dia 11.  (Fonte: Ag.Pará

Feliz Aniversário





No último domingo Dona Carmelita reuniu seus filhos e Amigos para comemorar seus 80 anos de vida, foi uma maravilha ver esse povo fazendo a festa de dona Carmelita, pois ela merece sempre.

Extrativistas e o povo da Amazônia com #LulaeDilma13noPará

Sempre que tem oportunidade, Dilma Rousseff reafirma seu compromisso com os trabalhadores do Brasil. Nesta quarta-feira (10), mais uma vez, isso aconteceu: “Eu quero dizer para vocês que nós não somos do tipo que muda de lado... Pode pressionar, a gente tem caráter”. E alertou: “Se ficar mudando de lado no primeiro buuu, tá roubado, vai mudar de lado a cada 5 minutos. Quem não tem força, não tem determinação pra ser presidente ou governador, que não se estabeleça. Não aguentam um twitter, quanto mais uma manchete negativa”.
O ex-presidente Lula acompanhou Dilma a evento em Belém (PA), onde realizaram um grande comício com o candidato a governador Helder Barbalho (PMDB) e Paulo Rocha (PT), candidato ao Senado. O comício contou com a presença de lideranças extrativistas da Amazônia que oficializaram seu apoio à candidata Dilma. Lula observou que “o povo sabe o que era o país 12 anos atrás, sobretudo a juventude que não tinha perspectiva de estudar depois que terminasse o Ensino Médio”, mas que, se depender de determinados meios de comunicação, as pessoas vão ter vontade de sair correndo do Brasil, tamanho é o pessimismo difundido.
Lula lembrou também de um sentimento que o corroía no início de seu primeiro mandato: “Eu pensava: enquanto eu dever pro FMI, eu não vou andar de cabeça erguida”. Hoje, o Brasil é credor do FMI - Fundo Monetário Internacional - e Lula anda de cabeça erguida, assim como todos nós, que temos uma presidenta que nos representa. Lula falou também do orgulho que sentiu pela postura de Dilma ao não ir para os Estados Unidos quando houve denúncias de que o país utilizava métodos de espionagem contra algumas nações, entre elas o Brasil.
O ex-presidente reforçou que o momento agora é de ir a todo lugar (reuniões, igreja, bar, encontros com amigos) e mostrar para as pessoas que é preciso reeleger a Dilma. “Temos que sair daqui com tarefas concretas para cumprir até dia 5 de outubro. Os adversários estão aí a falar mal da Dilma. Nós não estamos apenas prometendo um futuro. Nós temos coisas realizadas”, reforçou Lula. E Dilma hoje pode mesmo falar de futuro, porque muito foi feito e um futuro melhor pode ser almejado. Em seu discurso, ela observou que seu desejo é “que os filhos e netos de qualquer brasileiro e brasileira tenham as mesmas condições de crescer na vida”.
"Esse país era um país muito desigual. A gente sabe que as pessoas não são iguais, mas queremos que as oportunidades sejam as mesmas", afirmou. E lembrou que o Pará foi um dos lugares que mais recebeu profisisonais do Mais Médicos, porque tinha uma grande defasagem. Hoje, 2 milhões de pessoas são atendidas pelo programa no estado.
Dilma observou estar em um lugar muito especial do Brasil, com grandes riquezas e um patrimônio fantástico, que é a Amazônia. E deu boas notícias para a população local: “amanhã sai o edital para que nós façamos a contratação da empresa que construirá o canal que trará uma hidrovia pra cá". Para Dilma, a obra mudará a cara da região, permitindo que a produção de grãos possa sair pelo Norte do país.
A presidenta reafirmou seu compromisso com a criação de empregos, com a consolidação da hidrelétrica de Belo Monte, com a finalização da rodovia BR-163 e, principalmente, com o investimento em educação. Ela explicou todo o processo do pré-sal, da descoberta à extração de petróleo e falou de futuro, lembrando que foi a responsável por sancionar a lei que fará com que “toda riqueza que o governo tirar do petróleo, 75% vá pra educação e os 25% entre saúde e educação. Serão R$ 1,3 trilhão pra fazer creche para as nossas crianças, educação em tempo integral e pagar professor de forma decente, porque sem professor não tem educação de qualidade”

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

ARTISTAS ASSINAM MANIFESTO EM APOIO A DILMA


Lista é composta por atores renomados, como Osmar Prado, Paulo Betti e Matheus 
Nachtergaele, e personalidades da música, como Chico Buarque e as cantoras Beth Carvalho e 
Zezé Motta; entre os escritores estão Fernando Morais e Luis Fernando Veríssimo, além de 
intelectuais e jornalistas; "Os brasileiros decidem agora se o caminho em que o país está desde 
2003 é positivo e deve ser mantido, melhorado e aprofundado, ou se devemos voltar ao Brasil de 
antes - o do desemprego, da entrega, da pobreza e da humilhação", diz texto do manifesto

247 – Dezenas de artistas renomados, entre cantores, compositores, atores e escritores, além de 
jornalistas e intelectuais, assinam um manifesto de apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) 
em outubro. "Os brasileiros decidem agora se o caminho em que o país está desde 2003 é positivo e 
deve ser mantido, melhorado e aprofundado, ou se devemos voltar ao Brasil de antes - o do 
desemprego, da entrega, da pobreza e da humilhação", diz trecho do texto.
O manifesto, publicado no site manifesto.dilma.com.br, afirma ainda que "nunca o Brasil havia vivido 
um processo tão profundo e prolongado de mudança e de justiça social, reconhecendo e assegurando 
os direitos daqueles que sempre foram abandonados". Os artistas acreditam que "abandonar esse 
caminho para retomar fórmulas econômicas que protegem os privilegiados de sempre seria um enorme 
retrocesso".
"O brasileiro já pagou um preço demasiado para beneficiar os especuladores e os gananciosos. Não se 
pode admitir voltar atrás e eliminar os programas sociais, tirar do Estado sua responsabilidade básica e 
fundamental", prossegue o manifesto, ressaltando que o Brasil precisa reformular determinadas 
políticas e aprofundar transformações, mas que precisa "mudar avançando e não recuando". "O 
caminho iniciado por Lula e continuado por Dilma é o da primavera de todos os brasileiros. Por isso 
apoiamos Dilma Rousseff", conclui o texto.
Entre os que assinam estão atores famosos, como Osmar Prado, Paulo Betti e Matheus Nachtergaele, 
personalidades da música, como Chico Buarque e as cantoras Beth Carvalho e Zezé Motta. Entre os 
escritores estão Fernando Morais e Luis Fernando Veríssimo, além de intelectuais e jornalistas

sábado, 13 de setembro de 2014

O passeio a Tarde na Orla da Cidade.




Fotos: Rozinaldo Garcia

Vazamento mal calculado

Divulgação sem provas da delação de ex-diretor da Petrobras tem Dilma como alvo, mas ela ainda não foi atingida, mostram as pesquisas
por Mauricio Dias publicado 13/09/2014 04:13

Dilma
Segundo as pesquisas eleitorais, a delação do ex-diretor da Petrobras não prejudicaram a campanha de Dilma Rousseff.

Foi ação calculada o vazamento de acusações vagas, feitas pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, contra governadores, ministro, empresas e parlamentares da base governista integrantes de um suposto esquema de   corrupção nas entranhas da maior estatal brasileira, a empresa mais importante do País.
O juiz do processo, o rigoroso Sergio Moro, não gostou da publicidade dada a um depoimento, ainda incompleto, sob segredo de Justiça, criptografado e despregado dos fatos capazes de sustentá-lo.
Não há nada ocasional nessa história.A informação vazada e vazia de provas ocorreu em momento calculado, para embaralhar a eleição que parecia arrumada e projetava, como ainda projeta, um confronto de segundo turno entre Dilma Rousseff e Marina Silva.
Marina surpreendeu-se com a inclusão de Eduardo Campos na panela. Aécio ficou mais à vontade para atacar as duas opositoras.
O alvo era a candidatura da presidenta. Com o peso da autoridade e a imagem preservada pela seriedade, ela tem reafirmado constantemente um comprometimento profundo, política e administrativamente, com a Petrobras. Atingida por denúncias ainda em fase de apuração, as acusações provocariam mais danos à imagem da empresa e ricocheteariam na candidatura de Dilma.
Exceto pelo vaivém da Bolsa de Valores, provocado pelos adversários de sempre, os danos não ganharam a proporção desejada. Houve, ao contrário, bônus para os especuladores mais famintos.
No caso da candidata petista, isso se comprova com o resultado de três últimas pesquisas de institutos diferentes, realizadas praticamente no mesmo espaço de tempo. Ou seja, entre os dias 5 e 9 de setembro, logo após, portanto, de as acusações explodirem na mídia conservadora sempre sequiosa por boatos contra o governo e o PT.
Em resumo, Dilma, à frente, sobe. Marina, em segundo lugar, desce, e Aécio empaca em terceiro lugar.

As acusações provocaram, porém, efeito profundo no discurso dos candidatos. Os temas políticos, econômicos, o plano para governar, tudo foi sufocado pelo programa das acusações recíprocas. Nesses casos, quem está no poder, com o telhado de vidro sempre à disposição dos opositores, sai prejudicado.
Acusar é mais fácil do que debater.
Assim fez Aécio. E talvez não tenha tomado o melhor caminho para ele próprio. Atacou Marina, sua adversária imediata. Foi mais duro com Dilma como se tivesse gana de desconstruí-la como candidata.
A acusação tomou o lugar do debate temático, em que a presidenta Dilma, malgrado o seu fraco desempenho na oratória, tem um enorme estoque de realizações e propostas para apresentar ao eleitor.
A inconsistência das acusações, caso não surjam provas reais, fará a campanha voltar ao leito normal. É de se esperar. Os problemas brasileiros  vão muito além da corrupção gerada nos vícios de uma sociedade permissiva.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Os ABORTOS defendidos por Marina Silva


Por Robson Luis Andrade Araujo. João Pessoa-PB, 9 de setembro de 2014

Lendo atentamente o programa de governo da candidata a presidente da república Marina Silva (http://marinasilva.org.br/programa/), podemos identificar claramente algumas ideias fortemente defendidas pela “socialista” que representam grandes retrocessos para o nosso país e, conseqüentemente, para o nosso povo. Tais políticas representam verdadeiros ABORTOS dos avanços econômicos e sociais que vêm mudando a cara do Brasil desde o ano de 2003. 

A implantação do programa econômico da candidata Marina Silva que, diga-se de passagem, é em sua essência, o mesmo do candidato tucano Aécio Neves, irá interromper um ciclo de grande desenvolvimento da nossa sociedade, com geração de empregos, melhor distribuição de renda e muitos outros avanços; aumentando ainda mais os lucros do setor financeiro em detrimento da qualidade dos empregos e da renda da classe trabalhadora, e ampliando ainda mais a já absurda concentração de renda no nosso país.

Detalharemos aqui as propostas mais perigosas para o Brasil e para os Brasileiros, incluindo comentários sobre cada uma delas, numa linguagem de fácil compreensão, e informando a(s) página(s) do programa de governo da candidata onde está cada proposta, para que o leitor possa conferir a veracidade das informações.

Aborto nº 1) Assegurar a independência do Banco Central – Página 46, último parágrafo da primeira coluna – O Banco Central é responsável por importantíssimas políticas econômicas, dentre elas destaca-se a política monetária, que define a taxa básica de juros da nossa economia, através do COPOM (Comitê de Política Monetária), cujos membros com direito a voto são diretores executivos da instituição. Dar autonomia ao Banco Central significa passar para os bancos privados, que são os maiores credores da dívida do governo federal, o poder de aumentar os juros a serem pagos pelo governo, sem que este possa fazer absolutamente nada. Tal medida aumentará absurdamente a nossa dívida pública, ampliando ainda mais os lucros dos bancos privados e diminuindo a capacidade de investimento do país, provocando desemprego e recessão, trazendo a miséria para o nosso povo e aumentando as desigualdades sociais. Por falta de controle estatal do banco central americano, em 2008 a economia dos Estados Unidos foi levada a uma profunda crise que quase quebrou aquele país levou o resto do mundo junto. E, por isso, para evitar novas crises, o governo americano passou a intervir no banco central daquele país. Se a independência do Banco Central fez um estrago gigantesco na maior economia do mundo, imaginem o que pode fazer com a do Brasil. Ainda mais tenebrosa se torna essa proposta ao informar o programa de governo de Marina Silva que o modelo de funcionamento do Banco Central independente só será mais detalhado após as eleições (por quê?). Ou seja, ela quer que o povo brasileiro assine e a entregue um gigantesco cheque em branco.

Aborto nº 2) Corrigir os preços administrados que foram represados pelo governo atual – Página 46, terceiro parágrafo da segunda coluna – Os setores da economia cujos produtos têm seus preços controlados pelo Governo Federal (serviços telefônicos, derivados de petróleo, eletricidade e planos de saúde) são os únicos que efetivamente cumprem seu papel social, através da manutenção de seus preços em níveis que garantam o equilíbrio entre lucratividade e controle da inflação. Só para se ter uma ideia do estrago que essa política provocaria na nossa economia, a gasolina teria que aumentar em torno de 50% para refletir os aumentos do preço do petróleo no mercado internacional. Deixar os preços de tais produtos serem reajustados livremente, ao bel prazer do “deus mercado” apenas aumentará o custo de vida da população e, consequentemente, a inflação que corrói a renda da população.

Aborto nº 3) Reduzir a indexação da economia – Página 46, quarto parágrafo da segunda coluna – A dexindexação da economia  foi implementada inicialmente por Collor com a desculpa de combater a inflação e provocou grandes prejuízos à população, em especial à classe trabalhadora. Por causa dessa política o FGTS, que é patrimônio dos trabalhadores, acumula perdas de aproximadamente R$ 300 bilhões com a “correção monetária” inferior à inflação, tendo como referência a TR, que está próxima de zero há anos. O que efetivamente funcionou no combate à inflação foi a política oposta. Durante o governo de Itamar, com a criação da URV, que seria a transição para o Real, absolutamente tudo ficou indexado à inflação através da URV que tinha seu valor revisado diariamente de acordo com a variação dos preços. Tal estratégia acabou com a cultura do aumento de preços ao fazer com que sempre que os preços ao consumidor aumentassem, todos os custos das empresas aumentavam junto, tornando a remarcação de preços desvantajosa. Hoje a maioria das categorias profissionais negociam anualmente reajustes em seus salários superiores à inflação (inflação + ganho real). O próprio salário mínimo tem uma política de reajustes indexados à inflação. A mudança dessa política irá trazer apenas prejuízos para os trabalhadores da ativa e aposentados; achatando salários, diminuindo o poder de consumo, prejudicando a produção, gerando desemprego e afastando investimentos internacionais.

Aborto nº 4) Aumentar a participação de bancos privados no crédito subsidiado para a agropecuária e habitação popular – Página 60, último parágrafo da segunda coluna – Na prática isso significa diminuir a importância dos bancos públicos na operacionalização dos programas de governo como PRONAF e MINHA CASA MINHA VIDA. Tais programas são o que diferencia os bancos oficiais dos privados, que são a grande razão da própria existência de bancos federais. A implantação desse tipo de política pode ser ainda mais danosa aos bancos públicos do que o desmonte iniciado por FHC, com a finalidade de privatizar tais instituições.

Aborto nº 5) Eliminar os direcionamentos obrigatórios (de aplicações em poupança) – Página 61, primeiro parágrafo – Essa medida reduziria em aproximadamente R$ 200 bilhões/ano os recursos destinados ao financiamento habitacional. Atualmente 65% dos recursos aplicados em poupança são direcionados, obrigatoriamente, para o Sistema Financeiro de Habitação. Sem essa obrigatoriedade, os bancos vão preferir utilizar os recursos disponíveis em linhas de crédito comercial, que proporcionam lucros muito maiores devido às elevadas taxas de juros cobradas, em detrimento do financiamento habitacional que, além de facilitar a compra da casa própria para a população, gera milhões de empregos no setor da construção civil e nas indústrias que compõem toda a sua cadeia produtiva. Diminuiria-se também o crédito para a agropecuária em R$ 76 bilhões/ano e para o microcrédito em R$ 6,15 bilhões/ano. Essa política, na prática, representa o desmonte dos bancos oficiais do país.

Aborto nº 6) Ampla defesa da terceirização, inclusive de atividades fins, como fator essencial para o desenvolvimento dos setores de comércio e serviços – Páginas 75 e 76 – Ao contrário do que argumenta a candidata, a terceirização não aumente a quantidade de empregos nem a eficiência das empresas. A terceirização apenas aumenta os já exorbitantes lucros das grandes empresas, especialmente dos bancos (maiores interessados na escancaração das terceirizações), em detrimento dos salários demais direitos dos trabalhadores. Um exemplo bastante óbvio desse problema é o caso da categoria bancária: Um bancário ganha mensalmente, incluindo auxílios refeição e alimentação, no mínimo R$ 3 mil, com jornada de trabalho de 30 horas semanais e vários outros benefícios conquistados em décadas de luta como planos de saúde e previdência complementar, ambos subsidiados no todo ou em parte pelos empregadores. Se os bancos pudessem terceirizar sua atividade fim, substituiriam os bancários por trabalhadores terceirizados com jornada semanal de 44 horas e renda mensal de, por exemplo, R$ 1 mil, sem nenhum benefício adicional. Em resumo, a terceirização beneficia apenas as grandes empresas, substituindo bons empregos por relações de trabalho precarizadas. Isso ocorreu no México nos anos de 1990, quando foi criada uma Lei que permitia a terceirização de qualquer atividade. Em apenas dois anos a categoria bancária daquele país foi quase extinta.
 
Fica claro para qualquer cidadão com o mínimo de bom senso que a implantação dessas políticas econômicas trará como consequência um grande desastre para todas as classes sociais, beneficiando apenas um pequeno grupo de pessoas que dominam os bancos privados do país. Tudo isso tem o poder nefasto de interromper a gradativa transformação do nosso capitalismo selvagem (com extrema concentração de riquezas nas mãos de poucos) num capitalismo evoluído e distributivo, que vem sendo realizada pelos governos populares que temos desde o ano de 2003. Em suma, o programa de governo da candidata Marina Silva representa o ABORTO da modernidade do Estado Brasileiro, que ainda está na fase embrionária de desenvolvimento, mas crescendo em ritmo acelerado.

Gustavo Castanon: Marina, a candidata da mudança

não restam dúvidas que Marina é a candidata da mudança. Ela muda sem parar. Essa é sua chamada Nova Política, uma mudança nova a cada dia.


Arquivo
Há um sentimento de mudança no ar. 12 anos de governo do PT desgastaram o partido na opinião pública. É natural. As contradições inevitáveis do exercício do poder, a relação com um congresso fisiológico, os interesses contrariados, os acordos inerentes à democracia, os escândalos. É mesmo surpreendente que chegue ao cabo desse período ainda como o partido de um quarto dos brasileiros e tendo o voto de metade deles.

Nesse cenário, surge a candidatura de Marina Silva, que encarna, sem sombra de dúvidas, a mudança, como provarei com os links abaixo. A começar pela mudança do cenário eleitoral. Depois de um suspeito desastre de avião (que alguns acreditam se tratar de um assassinato), Marina assumiu o lugar de Eduardo Campos como a candidata do PSB à presidência.

O compromisso de Marina com a mudança não é recente. Ele já se deixava sentir quando ela mudou de religião há poucos anos, abandonando o catolicismo de opção pelos pobres e abraçando o fundamentalismo da Assembleia de Deus, que tem entre seus quadros Silas Malafaia e Marcos Feliciano, e acredita que discursos inflamados e emissões vocais desordenadas são manifestações do próprio Espírito de Deus.

Depois Marina mais uma vez mudou quando saiu do PT por ter sido preterida na disputa interna do partido pela candidatura à presidência. Desde então ela iniciou um processo de mudança de crenças políticas que a tornou uma opção para os grandes meios de comunicação, os bancos e a classe média alta.

Primeiro mudou-se para o PV, ganhou apoio do Itaú, finalmente concorreu à presidência, perdeu, mas não desanimou. Tentou mudar o então partido assumindo-lhe o controle, mas como não conseguiu, mudou de novo e tentou criar a Rede. Também não conseguiu apoio suficiente para criar um novo partido,e então mudou-se, de novo, para o PSB. A ecologista aproveitou a mudança e mudou-se para um apartamento em São Paulo de um fazendeiro do DEM.

Num golpe de sorte, mudou de ideia na última hora e não embarcou com Eduardo no jato que o matou. Logo depois da tragédia, Marina mudou do papel de vice para o de viúva, declarando ter sido consolada da morte de Campos pela própria esposa dele. Com a má repercussão da declaração, ela mudou de postura e apareceu sorridente em seu velório posando para fotos ao lado de seu caixão.

E a mudança não parou mais. Mudou o CNPJ da campanha para não ser responsabilizada pelas irregularidades do jato fantasma de sua campanha nem indenizar as famílias atingidas pela tragédia. A pacifista mudou seu compromisso da “Rede” que proibia os candidatos pela legenda de receber doações de indústrias de agrotóxicos, de armas e de bebidas, e compôs chapa com o deputado federal Beto Albuquerque, político integrante da “bancada da bala”, financiada pela indústria bélica. Ele também é financiado por fabricantes de bebidas e agrotóxicos.

E mais mudança veio com um programa de governo que contrariava toda a sua história. Prometeu ao Brasil a volta da gestão econômica do PSDB. Mudou sua posição contrária à independência do Banco Central para garantir o apoio dos bancos brasileiros. Mais do que isso, prometeu mudar a legislação trabalhista promovendo a terceirização em massa, e prometeu acabar com a obrigatoriedade de função social de parte do crédito bancário, enterrando o crédito imobiliário. Mas isso não era mudança suficiente. Depois de quatro twittes ameaçadores de Silas Malafaia mudou a mudança do programa e se declarou contra o casamento gay.

Depois de um editorial do Globo, também mudou a sua posição sobre o pré-sal, que prometera abandonar, e depois, mudou a posição sobre a energia nuclear. Depois de uma vida de batalha contra os transgênicos, Marina, pressionada pelo agronegócio, também mudou e abandonou seus compromissos ecológicos.

Mudou também sobre a transparência política. O ministro Palocci caiu por não revelar os nomes das empresas que contrataram seus serviços antes do governo. Mas ela hoje, candidata, se nega a dizer a origem de 1.6 milhões de seus rendimentos, e declarou um patrimônio de somente 135 mil reais ao TSE. Uma senadora da República.

Finalmente, há três dias Marina mudou sua opinião sobre a tortura, que antes considerava crime imprescritível, e passou a ser contrária a revisão da lei de anistia. Ontem, ganhou o apoio do Clube Militar. Marina muda tanto que acabou por declarar seu programa de governo todo em processo de revisão. Isso é realmente novo na política. Ela é a primeira candidata da história do Brasil que descumpre seu programa de governo antes de chegar ao poder.

Por tudo isso, não restam dúvidas que Marina é a candidata da mudança. Ela muda sem parar. Essa é sua “Nova Política”, uma mudança nova a cada dia. Não é possível acompanhar a labilidade de seu caráter ou de sua mente. Ou ela mente. Não importa. O que importa é que Marina representa a mudança, a mudança de um Brasil aberto e tolerante para um Brasil refém da intolerância fundamentalista, de um Brasil voltado para sanar a dívida com seu povo humilde para um Brasil escravo de seus bancos, de um Brasil democrático para um Brasil mergulhado em crise institucional.

Por isso eu mudei também. Entrego essa semana meu pedido de desfiliação do PSB e cerro fileiras contra essa terrível mudança que ameaça nosso país. Não é possível submeter o Brasil a essa catástrofe. Marina Silva é uma alma em liquidação. Qualquer um pode exigir que ela mude uma posição por um punhado de votos. Mas aproveitem logo. Essa promoção é por tempo limitado.

(*) Gustavo Arja Castañon é doutor em psicologia e professor de filosofia da Universidade Federal de Juiz de Fora. Colabora com o “Quem tem medo da democracia?”, onde mantém a coluna “Non abbiate paura

VIVA O CARIMBÓ!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Patrimônio da Cultura Nacional.
Fot: Rozinaldo Garcia.

Governo de Jatene não conclui obras em Santarém

Diretores relatavam que as obras iniciaram, mas que seguiam a passos lentos ou estavam paralisadas e que temiam que o trabalho não fosse concluído

Reforma das Escolas Wilson Fonseca e São Felipe ainda em passos lentos
Reforma das Escolas Wilson Fonseca e São Felipe ainda em passos lentos
A menos de quatro meses para o final do Governo de Simão Jatene (PSDB) no Pará, ainda repercute em todo o Estado a falta de conclusão das obras de reforma de escolas públicas. Em Santarém, na região Oeste, o Ministério Público Estadual (MPE) acompanha os trabalhos de reforma de nove escolas da rede estadual.
Há cerca de sete meses, a Promotoria de Justiça de Direitos Constitucionais de Santarém (Educação e Saúde) visitou as obras de reforma de três escolas estaduais, após denúncias de representantes do Conselho Escolar. Para o Ministério Público, a preocupação ficou por conta do início do ano letivo em fevereiro, onde três escolas ainda continuavam em reforma.
A inspeção do MPE aconteceu após diretores e representantes de vários conselhos escolares da rede pública estadual, alunos e pais de alunos pediram providências ao órgão. Os representantes também pediram apoio junto à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Subsecção de Santarém, para formalizar denúncia contra a Secretaria de Estado de Educação (SEDUC).
O motivo era o atraso das obras. A SEDUC não concluiu a reforma de 9 escolas da rede estadual de ensino em Santarém. De acordo com Dirceu Amoedo, diretor da 5ª Unidade Regional de Ensino (URE), as reformas em algumas escolas ainda continuam paralisadas.
O ano letivo na rede estadual estava previsto para iniciar no dia 17 de fevereiro, e algumas escolas ainda estavam com os trabalhos paralisados. Diretores relatavam que as obras iniciaram, mas que seguiam a passos lentos ou estavam paralisadas e que temiam que o trabalho não fosse concluído. Algumas escolas tiveram parte da estrutura física demolida há mais de dois anos e menos de 20% do serviço foi feito.
Entre as escolas que enfrentam o problema estão: Wilson Fonseca, Barão do Tapajós, Gonçalves Dias, Frei Othmar, Álvaro Adolfo da Silveira e São Felipe.
OBRA PARALISADA: Em julho último, mais uma vez as obras da escola estadual Wilson Fonseca foram paralisadas. A direção mostrou preocupação com início do segundo semestre do ano letivo. As aulas do segundo semestre iniciaram dia primeiro de agosto, mas, na escola, os alunos encontraram apenas algumas salas de aula concluídas. A sala de pesquisa, a cozinha e algumas partes do telhado estão por terminar. As obras estão paradas desde o mês de junho.
“Nós aguardávamos que no mês de julho retomassem o serviço para completar as obras, mas até agora nada. Tivemos que contratar pessoas, serviço particular, para fazer o mínimo do serviço que eles deixaram, como cobrir as passarelas que estão faltando, para ter o mínimo de condição”, informou a diretora da escola, Dircelina Tavares.
Por conta do telhado da passarela não estar coberto, em dias de chuva os alunos se molham ao passar por ali. Em dias de sol, a reclamação aumenta por causa do forte calor. Somente as salas de aula estão prontas. “Nós já fizemos nossa parte e agora vamos continuar as aulas do jeito que está”, garante a diretora.
Ainda falta concluir os serviços de pintura, a reforma da cozinha, e a quadra de esportes. A diretora afirma que já perdeu as contas de quantas vezes as obras da escola foram paralisadas. ALUNOS PREJUDICADOS: No início do segundo semestre o retorno às aulas na rede pública estadual foram prejudicados em algumas escolas. As obras de reforma, que deveriam ser entregues uma semana antes do início das aulas, no dia 1º de agosto, não foram cumpridas e as escolas não oferecem condições para receber os alunos.
A escola estadual Frei Ambrósio, com 114 anos de fundação, passa pela segunda reforma e não ficou pronta para o retorno das aulas. “É uma situação bastante complicada mesmo, eu diria até crítica. Quando nós encerramos nosso primeiro semestre deixamos acertado através de uma reunião com os pais de que o retorno seria garantido no 1º de agosto, confiando que as seis salas que estão sendo reformadas estariam prontas pelo menos dois ou três dias antes do reinício das aulas. Quando conversei com o responsável pela obra ele disse que não seria possível entregar as salas”, explicou o diretor da escola, Marcos Vinício Botelho.
Segundo a coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública do Pará (Sintepp), Isabel Marinho, a situação das escolas estaduais é revoltante.
“Nós estamos com este problema sério com essas escolas da rede estadual, a gente espera que a direção da 5ª URE possa trazer alguma resposta positiva de Belém com relação a essas escolas onde o trabalho está paralisado. A gente sabe que em todas as escolas em que iniciaram esse serviço de reforma, até o momento nenhuma foi entregue com sua obra concluída de fato e isso é muito preocupante, é desgastante para todos e é revoltante também”, desabafa Isabel.
Por: Manoel Cardoso

A economia dos outros..........


quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Justiça Eleitoral intensifica preparativos para as eleições em Santarém

Urnas já estão no Cartório Eleitoral e serão enviadas para as zonas eleiorais

Urnas já estão no Cartório Eleitoral
Urnas já estão no Cartório Eleitoral
A eleição deste ano será realizada no dia 5 de outubro, com votação para Deputado Estadual, Deputado Federal, Governador, Senador e Presidente da República. Chegaram a Santarém na última terça-feira, 9 de setembro, aproximadamente 20 mil urnas para todo o Oeste do Pará, que serão enviadas para as zonas eleitorais dos municípios da região. Para a 20ª Zona serão 342 urnas, das quais 293 serão usadas nas sessões eleitorais, as restantes ficarão guardadas para possíveis substituições, pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), em caminhões, balsas, barcos e outros meios, dependendo do local.
Os convocados para trabalhar no dia da votação receberam instruções entre os dias 1 e 3 deste mês, sobre como agir com os eleitores no dia da votação. O Cartório de Santarém informou que treinou 400 pessoas, entre mesários e presidentes de seções. O voto é obrigatório a todos os brasileiros maiores de 18 e menos de 65 anos. Pessoas que nasceram em outros países e se naturalizaram brasileiros também são obrigadas a votar. No dia da votação será necessário ter o título de eleitor ou a carteira de identidade, documento oficial com foto.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tem uma ferramenta que permite a consulta dos números do título, da Zona Eleitoral e o endereço da seção de votação. Quem não tiver o número do documento, precisa dar o nome completo, data de nascimento e o nome da mãe.
Santarém é um das cidades que não será realizada identificação biométrica. Para quem não sabe o seu local de votação, devera ir ao Cartório da 20ª Zona Eleitoral, localizado na Avenida Mendonça Furtado, no bairro Aparecida. Os eleitores que estiverem fora de seu domicílio eleitoral no dia da votação, podem votar em trânsito ou justificar a ausência. Para quem perdeu ao prazo da justificativa, a Justiça Eleitoral esclarece que vai aplicar uma multa de aproximadamente R$ 3,00. Também quem deixar de votar e não justiçar por três votações seguidas terá o título de eleitor cancelado.
Pela primeira vez o TSE lançará o aplicativo para celulares e tablets sobre o local de voto, segundo a Secretaria de Informação do TSE, que utilizará a geolocalização para que os eleitores cheguem o mais rápido possível em suas secções eleitorais. Faltam 25 dias para as Eleições, Santarém não terá o apoio da Força Nacional de Segurança. Para este ano as polícias Militar, Civil, Federal e Rodoviária Federal devem participar da operação de combate a fraude eleitoral durante as eleições.
Por: Sabrine Dalazen (Estagiária

Último dia dos IV Jogos Indígenas do Pará

 Fotos: Fernando Sette



Fotos: Raimundo Paccó
Foto: Ray Nonato
Os IV Jogos Tradicionais Indígenas do Pará estão mostrando ao mundo rituais sagrados, lutas, danças, folguedos, manifestações culturais das 15 etnias participantes, sempre com lições ambientais. “O gavião costuma caçar na mata, mas, com os desmatamentos, ele não tem onde caçar e invade as aldeias em busca de alimento. Essa dança simboliza os ‘parentes’ defendendo suas caças do gavião faminto”, explicou o cacique Edson Xerente, ao mostrar a dança de seu povo. Os Munduruku fizeram a dança do Matrinxã, em que mulheres e homens agitam-se graciosamente numa grande roda. Os Kayapó apresentaram a dança do Marimbondo. Os Wai Wai mostraram a dança dos caçadores, feita sempre que chegam à aldeia depois de uma boa caçada, os guerreiros entrando em fila, segurando seus instrumentos de caça, circundando a arena num passo cadenciado, agitando arcos e flechas de um lado a outro. 

Os Pataxó, da Bahia, depois de uma luta corporal de guerreiros que querem casar, na qual mostram para a família da cunhã pretendida que já têm condições físicas de sustentar a mulher e a nova família, agradeceram a hospitalidade da população da comunidade de Bacuriteua, em Marapanim. “Já estivemos aqui alguns anos atrás e voltamos hoje para ver como estava o lugar. Fomos muito bem recebidos. Os moradores nos mostraram tudo e nos levaram até o rio. Gostamos muito de vir aqui porque os paraenses são sempre muito carinhosos com nosso povo”, disse o cacique Tibira, que, ao final, jogou colares para o público. 

Ontem, teve a dança da farinhada e do encanto do boto e, depois, todo mundo caiu no carimbó. Hoje, último dia de jogos, a coordenação promete um encerramento para ficar na memória de indígenas e não indígenas, com direito a show pirotécnico, entre muitas outras atrações. A programação começa agora de manhã, com a corrida de fundo, de cinco mil metros, pelas ruas de Marudá, e encerra ao por do sol.

(com informações da jornalista Dedé Mesquita)

terça-feira, 29 de julho de 2014

Papa Francisco pede união de cristãos

Ontem (28), o papa Francisco voltou a cidade de Caserta , na Itália, para um encontro com fieis e representantes da Igreja evangélica da Reconciliação. No encontro com os protestantes, o Papa ressaltou a importância da unidade entre os cristãos de diferentes religiões. - "O Espírito Santo fez a diversidade na Igreja. A diversidade é muito bonita e, o mesmo Espírito Santo, fez também a unidade.

Assim, a Igreja é uma só na diversidade e, para usar uma palavra bonita, uma diversidade reconciliante. O Espírito Santo é harmonia, harmonia na diversidade", falou para cerca de 350 evangélicos locais. Ele ainda declarou que a união é "fundamental" entre os cristãos e "é um mandamento de Cristo". Segundo o Pontífice, "é preciso buscar algo novo para superar as diferenças entre as Igrejas cristãs" e que elas "não nasceram separadamente".

O Papa pediu para os evangélicos ajudarem as pessoas que sofrem com a pobreza de espírito. "Na estrada da unidade é muito bom tocar na carne de Cristo, andar nas periferias onde estão tantos irmãos que precisam de Deus, que tem fome, mas não de pão e sim, fome de Deus. Não podemos pregar um Evangelho intelectual: o Evangelho é verdade, amor e beleza", disse o líder dos católicos.

Ele ainda solicitou aos presentes que sejam atuantes como cristãos, afirmando que "não entende como um cristão pode ficar parado, já que um cristão tem que caminhar". "Há cristão que caminham na presença de Jesus, mas em certos momentos caminham sem a presença Dele. Isso porque são cristãos que confundem caminhar com dar voltas, são errantes. Há esses falta esperança", falou.

Francisco aproveitou o momento para pedir perdão pela perseguição que católicos fizeram contra os protestantes ao longo da história. "Entre aqueles que perseguiram e denunciaram os protestantes, quase como se fossem pessoas que estragaram a raça humana, havia também católicos. Eu, como pastor dos católicos, peço-vos perdão por aqueles irmãos e irmãs católicos que não vos entendiam e foram tentados pelo demônio", discursou o Papa.

No sábado (26), o papa Francisco esteve na mesma cidade e discursou diante de 200 mil pessoas. O local tem forte influência da máfia Camorra e o Papa pediu que "esta linda terra precisa de coragem para dizer não a toda forma de corrupção e ilegalidade". A região também é assolada por uma crise social e econômica grave. (Agência ANSA)

sábado, 26 de julho de 2014

Vá Em Paz

Nos deixou ontem a tarde essa princesa, Maria de Fátima a "Fatinha" que lutava com o câncer essa doença maldita que arranca de nós pessoas tão especiais, mas vá em paz fica conosco seu exemplo, sua atitude e sua força de vontade de lutar pela vida.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Ariano Suassuna morre aos 87 anos Escritor paraibano


Publicação: 23/07/2014 17:46 Atualização: 23/07/2014 19:00
 (Crédito: Annaclarice Almeida/DP/D.A Press)

O escritor Ariano Suassuna não resistiu a complicações de um AVC hemorrágico e faleceu nesta quarta-feira (23), aos 87 anos, no Recife. Paraibano, radicado em Pernambuco, o autor de Auto da Compadecida estava internado no Real Hospital Português, no bairro da Ilha do Leite, desde a segunda-feira (21). Ele sofreu uma parada cardíaca às 17h15, de acordo com comunicado da instituição.

A vida e a obra de Ariano Suassuna em especial

O velório será realizado no Palácio do Campo das Princesas. De lá, o corpo segue em cortejo em carro do Corpo de Bombeiros até o Cemitério Morada da Paz, onde será enterrado.

Ariano não morreu só. Porque, como disse o próprio autor em uma das inúmeras entrevistas que concedeu: “quem gosta de ler não morre só”. E ler era uma paixão de Ariano desde pequenino. Assim como escrever. Foram 15 livros de romance e poesia, além de 18 espetáculos de teatro. 

A última atividade pública do escritor foi na sexta-feira (18), quando concedeu uma aula-espetáculo no Festival de Inverno de Garanhuns (FIG), no Agreste. Na manhã do sábado (19), tirou fotos com fãs que participavam do evento.

“Não gosto da ideia de ter 'medo de morrer'. Sou paraibano e não gosto de confessar que tenho medo (risos). Eu conheço a palavra ‘medo’, porque li no dicionário”, declarou Ariano em recente entrevista ao Correio Braziliense. Ariano deixa cinco filhos - Maria, Manoel, Isabel, Mariana e Ana - e a esposa, Zélia de Andrade Lima, com quem era casado desde 1957. O casal teve ainda outro filho, Joaquim, que cometeu suicídio em 2010.

VIDA
Ariano Vilar Suassuna nasceu em Nossa Senhora das Neves, hoje João Pessoa, na Paraíba, em 16 de junho de 1927, filho de Cássia Villar e João Suassuna. Após a Revolução de 1930, seu pai foi assassinado no Rio de Janeiro e a família mudou-se para Taperoá, no Sertão da Paraíba, onde morou até 1937.

O escritor de Romance d'A pedra do reino só veio ao Recife em 1942, para dar continuidade aos estudos e, posteriormente, ingressar na Faculdade de Direito. Depois de exercer a profissão de advogado por alguns anos, abandonou o ofício para ensinar estética na Universidade Federal de Pernambuco.
Depois de 38 anos, Ariano se aposentou e se dedicou a ministrar aulas-espetáculo, formato em que ele aproveitava para contar histórias, defender a cultura popular, fazer críticas e elogios. Com as apresentações, percorreu teatros, escolas, congressos e centros culturais do país inteiro, às vezes acompanhado de uma trupe de músicos e dançarinos, outras vezes sozinho.

Foi membro fundador do Conselho Federal de Cultura (1967); nomeado, pelo Reitor Murilo Guimarães, diretor do Departamento de Extensão Cultural da UFPE (1969). Ligado diretamente à cultura, iniciou em 1970 o "Movimento Armorial", interessado no desenvolvimento e no conhecimento das formas de expressão populares tradicionais.

Ariano foi secretário de Cultura do Estado de Pernambuco, no Governo Miguel Arraes (1994-1998), membro da Academia Paraibana de Letras (APL/PB), Academia Pernambucana de Letras (APL/PE) e da Academia Brasileira de Letras (ABL). Em 2004, com o apoio da ABL, a Trinca Filmes produziu o documentário O Sertão: Mundo de Ariano Suassuna, dirigido por Douglas Machado. Era torcedor fanático do Sport Clube do Recife

Unicef: Mais de 700 milhões de mulheres casaram crianças

Agência da ONU realiza conferência sobre o tema, em Londres

Passa de 700 milhões o número de mulheres vivas hoje no mundo que foram obrigadas a se casar quando ainda eram crianças, apontou, nesta terça-feira, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), que organiza evento sobre a mobilização contra os casamentos forçados e a mutilação genital feminina, em Londres.
A conferência “Girl Summit 2014” pretende conseguir apoio, em todo o mundo, para pôr fim aos casamentos forçados e à mutilação de clitóris
A conferência “Girl Summit 2014” pretende conseguir apoio, em todo o mundo, para pôr fim aos casamentos forçados e à mutilação de clitóris
A conferência “Girl Summit 2014” pretende conseguir apoio, em todo o mundo, para pôr fim aos casamentos forçados e à mutilação de clitóris, que atinge mais de 130 milhões de mulheres e meninas nos 29 países da África e do Oriente Médio onde a prática é mais frequente, aponta o Unicef.
Segundo dados revelados pela agência da ONU, entre as 700 milhões de mulheres vítimas de casamentos forçados, mais de um terço tinham menos de 15 anos quando se casaram. Apenas a Índia responde por um terço do total. No país, as meninas mais pobres se casam com idade média de 15 anos, enquanto as mais ricas se casam com cerca de 20 anos.
Sobre as mutilações genitais, o Unicef aponta uma melhora da situação, afirmando que o risco de uma jovem sofrer mutilação genital diminuiu um terço em 30 anos.
“As meninas não são propriedade de ninguém, têm direito de escolher seu destino. Quando isso é feito, todos são beneficiados”, declarou o diretor-geral da Unicef, Anthony Lake, em um comunicado.
Será redigida, na cúpula, uma “Carta Internacional” pedindo o fim dessas práticas e novos programas para prevenir os casamentos forçados. O primeiro-ministro britânico, David Cameron, é co-organizador do evento. Malala Yousafzai, menina paquistanesa que sobreviveu a um ataque dos talibãs e se engajou na luta pelo acesso de garotas a escolas, participa.
O governo britânico anunciará, nesta terça-feira, uma legislação mais rígida para pais que permitirem a mutilação genital de suas filhas. Mês passado, entrou em vigor lei que torna o casamento forçado um crime no Reino Unido. Os pais que obrigarem jovens mulheres a se casar com maridos arranjados podem ser punidos com até sete anos de prisão.
Fonte: O Globo

terça-feira, 22 de julho de 2014

VISITA DE NOSSA SENHORA DE NAZARÉ



















A IMAGEM PEREGRINA DE NOSSA SENHORA DE NAZARÉ ESTEVE HOJE NO SINDICATO DOS ESTIVADORES EM SANTARÉM, A PARÓQUIA DE NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO E A COMUNIDADE DO MENINO JESUS, PRESTARAM HOMENAGEM A PADROEIRA DA AMAZÔNIA.