sábado, 13 de setembro de 2014
Vazamento mal calculado
Divulgação sem provas da delação de ex-diretor da
Petrobras tem Dilma como alvo, mas ela ainda não foi atingida, mostram
as pesquisas
por Mauricio Dias
—
publicado
13/09/2014 04:13
Foi ação calculada o vazamento de acusações
vagas, feitas pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo
Roberto Costa, contra governadores, ministro, empresas e parlamentares
da base governista integrantes de um suposto esquema de corrupção nas
entranhas da maior estatal brasileira, a empresa mais importante do País.
O juiz do processo, o rigoroso Sergio Moro, não gostou da publicidade dada a um depoimento, ainda incompleto, sob segredo de Justiça, criptografado e despregado dos fatos capazes de sustentá-lo.
Não há nada ocasional nessa história.A informação vazada e vazia de provas ocorreu em momento calculado, para embaralhar a eleição que parecia arrumada e projetava, como ainda projeta, um confronto de segundo turno entre Dilma Rousseff e Marina Silva.
Marina surpreendeu-se com a inclusão de Eduardo Campos na panela. Aécio ficou mais à vontade para atacar as duas opositoras.
O alvo era a candidatura da presidenta. Com o peso da autoridade e a imagem preservada pela seriedade, ela tem reafirmado constantemente um comprometimento profundo, política e administrativamente, com a Petrobras. Atingida por denúncias ainda em fase de apuração, as acusações provocariam mais danos à imagem da empresa e ricocheteariam na candidatura de Dilma.
Exceto pelo vaivém da Bolsa de Valores, provocado pelos adversários de sempre, os danos não ganharam a proporção desejada. Houve, ao contrário, bônus para os especuladores mais famintos.
No caso da candidata petista, isso se comprova com o resultado de três últimas pesquisas de institutos diferentes, realizadas praticamente no mesmo espaço de tempo. Ou seja, entre os dias 5 e 9 de setembro, logo após, portanto, de as acusações explodirem na mídia conservadora sempre sequiosa por boatos contra o governo e o PT.
Em resumo, Dilma, à frente, sobe. Marina, em segundo lugar, desce, e Aécio empaca em terceiro lugar.
As acusações provocaram, porém, efeito profundo no discurso dos candidatos. Os temas políticos, econômicos, o plano para governar, tudo foi sufocado pelo programa das acusações recíprocas. Nesses casos, quem está no poder, com o telhado de vidro sempre à disposição dos opositores, sai prejudicado.
Acusar é mais fácil do que debater.
Assim fez Aécio. E talvez não tenha tomado o melhor caminho para ele próprio. Atacou Marina, sua adversária imediata. Foi mais duro com Dilma como se tivesse gana de desconstruí-la como candidata.
A acusação tomou o lugar do debate temático, em que a presidenta Dilma, malgrado o seu fraco desempenho na oratória, tem um enorme estoque de realizações e propostas para apresentar ao eleitor.
A inconsistência das acusações, caso não surjam provas reais, fará a campanha voltar ao leito normal. É de se esperar. Os problemas brasileiros vão muito além da corrupção gerada nos vícios de uma sociedade permissiva.
O juiz do processo, o rigoroso Sergio Moro, não gostou da publicidade dada a um depoimento, ainda incompleto, sob segredo de Justiça, criptografado e despregado dos fatos capazes de sustentá-lo.
Não há nada ocasional nessa história.A informação vazada e vazia de provas ocorreu em momento calculado, para embaralhar a eleição que parecia arrumada e projetava, como ainda projeta, um confronto de segundo turno entre Dilma Rousseff e Marina Silva.
Marina surpreendeu-se com a inclusão de Eduardo Campos na panela. Aécio ficou mais à vontade para atacar as duas opositoras.
O alvo era a candidatura da presidenta. Com o peso da autoridade e a imagem preservada pela seriedade, ela tem reafirmado constantemente um comprometimento profundo, política e administrativamente, com a Petrobras. Atingida por denúncias ainda em fase de apuração, as acusações provocariam mais danos à imagem da empresa e ricocheteariam na candidatura de Dilma.
Exceto pelo vaivém da Bolsa de Valores, provocado pelos adversários de sempre, os danos não ganharam a proporção desejada. Houve, ao contrário, bônus para os especuladores mais famintos.
No caso da candidata petista, isso se comprova com o resultado de três últimas pesquisas de institutos diferentes, realizadas praticamente no mesmo espaço de tempo. Ou seja, entre os dias 5 e 9 de setembro, logo após, portanto, de as acusações explodirem na mídia conservadora sempre sequiosa por boatos contra o governo e o PT.
Em resumo, Dilma, à frente, sobe. Marina, em segundo lugar, desce, e Aécio empaca em terceiro lugar.
As acusações provocaram, porém, efeito profundo no discurso dos candidatos. Os temas políticos, econômicos, o plano para governar, tudo foi sufocado pelo programa das acusações recíprocas. Nesses casos, quem está no poder, com o telhado de vidro sempre à disposição dos opositores, sai prejudicado.
Acusar é mais fácil do que debater.
Assim fez Aécio. E talvez não tenha tomado o melhor caminho para ele próprio. Atacou Marina, sua adversária imediata. Foi mais duro com Dilma como se tivesse gana de desconstruí-la como candidata.
A acusação tomou o lugar do debate temático, em que a presidenta Dilma, malgrado o seu fraco desempenho na oratória, tem um enorme estoque de realizações e propostas para apresentar ao eleitor.
A inconsistência das acusações, caso não surjam provas reais, fará a campanha voltar ao leito normal. É de se esperar. Os problemas brasileiros vão muito além da corrupção gerada nos vícios de uma sociedade permissiva.
sexta-feira, 12 de setembro de 2014
Os ABORTOS defendidos por Marina Silva
Por Robson Luis Andrade Araujo. João Pessoa-PB,
9 de setembro de 2014
Lendo atentamente o programa de
governo da candidata a presidente da república Marina Silva (http://marinasilva.org.br/programa/), podemos
identificar claramente algumas ideias fortemente defendidas pela “socialista”
que representam grandes retrocessos para o nosso país e, conseqüentemente, para
o nosso povo. Tais políticas representam verdadeiros ABORTOS dos avanços
econômicos e sociais que vêm mudando a cara do Brasil desde o ano de 2003.
A implantação do programa
econômico da candidata Marina Silva que, diga-se de passagem, é em sua
essência, o mesmo do candidato tucano Aécio Neves, irá interromper um ciclo de grande
desenvolvimento da nossa sociedade, com geração de empregos, melhor
distribuição de renda e muitos outros avanços; aumentando ainda mais os lucros
do setor financeiro em detrimento da qualidade dos empregos e da renda da
classe trabalhadora, e ampliando ainda mais a já absurda concentração de renda
no nosso país.
Detalharemos aqui as propostas
mais perigosas para o Brasil e para os Brasileiros, incluindo comentários sobre
cada uma delas, numa linguagem de fácil compreensão, e informando a(s) página(s)
do programa de governo da candidata onde está cada proposta, para que o leitor
possa conferir a veracidade das informações.
Aborto nº 1) Assegurar a
independência do Banco Central – Página 46, último parágrafo da
primeira coluna – O Banco Central é responsável por importantíssimas políticas
econômicas, dentre elas destaca-se a política monetária, que define a taxa
básica de juros da nossa economia, através do COPOM (Comitê de Política
Monetária), cujos membros com direito a voto são diretores executivos da
instituição. Dar autonomia ao Banco Central significa passar para os bancos
privados, que são os maiores credores da dívida do governo federal, o poder de
aumentar os juros a serem pagos pelo governo, sem que este possa fazer
absolutamente nada. Tal medida aumentará absurdamente a nossa dívida pública,
ampliando ainda mais os lucros dos bancos privados e diminuindo a capacidade de
investimento do país, provocando desemprego e recessão, trazendo a miséria para
o nosso povo e aumentando as desigualdades sociais. Por falta de controle
estatal do banco central americano, em 2008 a economia dos Estados Unidos foi
levada a uma profunda crise que quase quebrou aquele país levou o resto do
mundo junto. E, por isso, para evitar novas crises, o governo americano passou
a intervir no banco central daquele país. Se a independência do Banco Central
fez um estrago gigantesco na maior economia do mundo, imaginem o que pode fazer
com a do Brasil. Ainda mais tenebrosa se torna essa proposta ao informar o
programa de governo de Marina Silva que o modelo de funcionamento do Banco Central
independente só será mais detalhado após as eleições (por quê?). Ou seja, ela
quer que o povo brasileiro assine e a entregue um gigantesco cheque em branco.
Aborto nº 2) Corrigir os
preços administrados que foram represados pelo governo atual – Página
46, terceiro parágrafo da segunda coluna – Os setores da economia cujos
produtos têm seus preços controlados pelo Governo Federal (serviços
telefônicos, derivados de petróleo, eletricidade e planos de saúde) são os
únicos que efetivamente cumprem seu papel social, através da manutenção de seus
preços em níveis que garantam o equilíbrio entre lucratividade e controle da
inflação. Só
para se ter uma ideia do estrago que essa política provocaria na nossa
economia, a gasolina teria que aumentar em torno de 50% para refletir os
aumentos do preço do petróleo no mercado internacional. Deixar os preços de tais produtos serem reajustados livremente, ao
bel prazer do “deus mercado” apenas aumentará o custo de vida da população e,
consequentemente, a inflação que corrói a renda da população.
Aborto nº 3) Reduzir a
indexação da economia – Página 46, quarto parágrafo da segunda coluna –
A dexindexação da economia foi
implementada inicialmente por Collor com a desculpa de combater a inflação e
provocou grandes prejuízos à população, em especial à classe trabalhadora. Por
causa dessa política o FGTS, que é patrimônio dos trabalhadores, acumula perdas
de aproximadamente R$ 300 bilhões com a “correção monetária” inferior à
inflação, tendo como referência a TR, que está próxima de zero há anos. O que
efetivamente funcionou no combate à inflação foi a política oposta. Durante o
governo de Itamar, com a criação da URV, que seria a transição para o Real,
absolutamente tudo ficou indexado à inflação através da URV que tinha seu valor
revisado diariamente de acordo com a variação dos preços. Tal estratégia acabou
com a cultura do aumento de preços ao fazer com que sempre que os preços ao
consumidor aumentassem, todos os custos das empresas aumentavam junto, tornando
a remarcação de preços desvantajosa. Hoje a maioria das categorias
profissionais negociam anualmente reajustes em seus salários superiores à
inflação (inflação + ganho real). O próprio salário mínimo tem uma política de
reajustes indexados à inflação. A mudança dessa política irá trazer apenas
prejuízos para os trabalhadores da ativa e aposentados; achatando salários,
diminuindo o poder de consumo, prejudicando a produção, gerando desemprego e afastando investimentos internacionais.
Aborto nº 4) Aumentar a
participação de bancos privados no crédito subsidiado para a agropecuária e
habitação popular – Página 60, último parágrafo da segunda coluna – Na
prática isso significa diminuir a importância dos bancos públicos na
operacionalização dos programas de governo como PRONAF e MINHA CASA MINHA VIDA.
Tais programas são o que diferencia os bancos oficiais dos privados, que são a
grande razão da própria existência de bancos federais. A implantação desse tipo
de política pode ser ainda mais danosa aos bancos públicos do que o desmonte
iniciado por FHC, com a finalidade de privatizar tais instituições.
Aborto nº 5) Eliminar os direcionamentos obrigatórios (de aplicações
em poupança) – Página 61, primeiro parágrafo – Essa medida
reduziria em
aproximadamente R$ 200 bilhões/ano os recursos destinados ao
financiamento
habitacional. Atualmente 65% dos recursos aplicados em poupança são
direcionados, obrigatoriamente, para o Sistema Financeiro de Habitação.
Sem
essa obrigatoriedade, os bancos vão preferir utilizar os recursos
disponíveis
em linhas de crédito comercial, que proporcionam lucros muito maiores
devido às
elevadas taxas de juros cobradas, em detrimento do financiamento
habitacional
que, além de facilitar a compra da casa própria para a população, gera
milhões
de empregos no setor da construção civil e nas indústrias que compõem
toda a
sua cadeia produtiva. Diminuiria-se também o crédito para a agropecuária
em R$ 76 bilhões/ano e para o microcrédito em R$ 6,15 bilhões/ano. Essa
política, na prática, representa o desmonte dos bancos oficiais do
país.
Aborto nº 6) Ampla defesa da terceirização,
inclusive de atividades fins, como fator essencial para o desenvolvimento dos
setores de comércio e serviços – Páginas 75 e 76 – Ao contrário
do que argumenta a candidata, a terceirização não aumente a quantidade de
empregos nem a eficiência das empresas. A terceirização apenas aumenta os já
exorbitantes lucros das grandes empresas, especialmente dos bancos (maiores interessados
na escancaração das terceirizações), em detrimento dos salários demais direitos
dos trabalhadores. Um exemplo bastante óbvio desse problema é o caso da
categoria bancária: Um bancário ganha mensalmente, incluindo auxílios refeição
e alimentação, no mínimo R$ 3 mil, com jornada de trabalho de 30 horas semanais
e vários outros benefícios conquistados em décadas de luta como planos de saúde
e previdência complementar, ambos subsidiados no todo ou em parte pelos
empregadores. Se os bancos pudessem terceirizar sua atividade fim,
substituiriam os bancários por trabalhadores terceirizados com jornada semanal
de 44 horas e renda mensal de, por exemplo, R$ 1 mil, sem nenhum benefício
adicional. Em resumo, a terceirização beneficia apenas as grandes empresas,
substituindo bons empregos por relações de trabalho precarizadas. Isso ocorreu
no México nos anos de 1990, quando foi criada uma Lei que permitia a
terceirização de qualquer atividade. Em apenas dois anos a categoria bancária
daquele país foi quase extinta.
Fica claro para qualquer cidadão com o mínimo de
bom senso que a implantação dessas políticas econômicas trará como consequência
um grande desastre para todas as classes sociais, beneficiando apenas um
pequeno grupo de pessoas que dominam os bancos privados do país. Tudo isso tem
o poder nefasto de interromper a gradativa transformação do nosso capitalismo
selvagem (com extrema concentração de riquezas nas mãos de poucos) num
capitalismo evoluído e distributivo, que vem sendo realizada pelos governos
populares que temos desde o ano de 2003. Em suma, o programa de governo da
candidata Marina Silva representa o ABORTO da modernidade do Estado Brasileiro,
que ainda está na fase embrionária de desenvolvimento, mas crescendo em ritmo
acelerado.
Gustavo Castanon: Marina, a candidata da mudança
não restam dúvidas que Marina é a candidata da mudança. Ela muda sem parar. Essa é sua chamada Nova Política, uma mudança nova a cada dia.
Nesse cenário, surge a candidatura de Marina Silva, que encarna, sem sombra de dúvidas, a mudança, como provarei com os links abaixo. A começar pela mudança do cenário eleitoral. Depois de um suspeito desastre de avião (que alguns acreditam se tratar de um assassinato), Marina assumiu o lugar de Eduardo Campos como a candidata do PSB à presidência.
O compromisso de Marina com a mudança não é recente. Ele já se deixava sentir quando ela mudou de religião há poucos anos, abandonando o catolicismo de opção pelos pobres e abraçando o fundamentalismo da Assembleia de Deus, que tem entre seus quadros Silas Malafaia e Marcos Feliciano, e acredita que discursos inflamados e emissões vocais desordenadas são manifestações do próprio Espírito de Deus.
Depois Marina mais uma vez mudou quando saiu do PT por ter sido preterida na disputa interna do partido pela candidatura à presidência. Desde então ela iniciou um processo de mudança de crenças políticas que a tornou uma opção para os grandes meios de comunicação, os bancos e a classe média alta.
Primeiro mudou-se para o PV, ganhou apoio do Itaú, finalmente concorreu à presidência, perdeu, mas não desanimou. Tentou mudar o então partido assumindo-lhe o controle, mas como não conseguiu, mudou de novo e tentou criar a Rede. Também não conseguiu apoio suficiente para criar um novo partido,e então mudou-se, de novo, para o PSB. A ecologista aproveitou a mudança e mudou-se para um apartamento em São Paulo de um fazendeiro do DEM.
Num golpe de sorte, mudou de ideia na última hora e não embarcou com Eduardo no jato que o matou. Logo depois da tragédia, Marina mudou do papel de vice para o de viúva, declarando ter sido consolada da morte de Campos pela própria esposa dele. Com a má repercussão da declaração, ela mudou de postura e apareceu sorridente em seu velório posando para fotos ao lado de seu caixão.
E a mudança não parou mais. Mudou o CNPJ da campanha para não ser responsabilizada pelas irregularidades do jato fantasma de sua campanha nem indenizar as famílias atingidas pela tragédia. A pacifista mudou seu compromisso da “Rede” que proibia os candidatos pela legenda de receber doações de indústrias de agrotóxicos, de armas e de bebidas, e compôs chapa com o deputado federal Beto Albuquerque, político integrante da “bancada da bala”, financiada pela indústria bélica. Ele também é financiado por fabricantes de bebidas e agrotóxicos.
E mais mudança veio com um programa de governo que contrariava toda a sua história. Prometeu ao Brasil a volta da gestão econômica do PSDB. Mudou sua posição contrária à independência do Banco Central para garantir o apoio dos bancos brasileiros. Mais do que isso, prometeu mudar a legislação trabalhista promovendo a terceirização em massa, e prometeu acabar com a obrigatoriedade de função social de parte do crédito bancário, enterrando o crédito imobiliário. Mas isso não era mudança suficiente. Depois de quatro twittes ameaçadores de Silas Malafaia mudou a mudança do programa e se declarou contra o casamento gay.
Depois de um editorial do Globo, também mudou a sua posição sobre o pré-sal, que prometera abandonar, e depois, mudou a posição sobre a energia nuclear. Depois de uma vida de batalha contra os transgênicos, Marina, pressionada pelo agronegócio, também mudou e abandonou seus compromissos ecológicos.
Mudou também sobre a transparência política. O ministro Palocci caiu por não revelar os nomes das empresas que contrataram seus serviços antes do governo. Mas ela hoje, candidata, se nega a dizer a origem de 1.6 milhões de seus rendimentos, e declarou um patrimônio de somente 135 mil reais ao TSE. Uma senadora da República.
Finalmente, há três dias Marina mudou sua opinião sobre a tortura, que antes considerava crime imprescritível, e passou a ser contrária a revisão da lei de anistia. Ontem, ganhou o apoio do Clube Militar. Marina muda tanto que acabou por declarar seu programa de governo todo em processo de revisão. Isso é realmente novo na política. Ela é a primeira candidata da história do Brasil que descumpre seu programa de governo antes de chegar ao poder.
Por tudo isso, não restam dúvidas que Marina é a candidata da mudança. Ela muda sem parar. Essa é sua “Nova Política”, uma mudança nova a cada dia. Não é possível acompanhar a labilidade de seu caráter ou de sua mente. Ou ela mente. Não importa. O que importa é que Marina representa a mudança, a mudança de um Brasil aberto e tolerante para um Brasil refém da intolerância fundamentalista, de um Brasil voltado para sanar a dívida com seu povo humilde para um Brasil escravo de seus bancos, de um Brasil democrático para um Brasil mergulhado em crise institucional.
Por isso eu mudei também. Entrego essa semana meu pedido de desfiliação do PSB e cerro fileiras contra essa terrível mudança que ameaça nosso país. Não é possível submeter o Brasil a essa catástrofe. Marina Silva é uma alma em liquidação. Qualquer um pode exigir que ela mude uma posição por um punhado de votos. Mas aproveitem logo. Essa promoção é por tempo limitado.
(*) Gustavo Arja Castañon é doutor em psicologia e professor de filosofia da Universidade Federal de Juiz de Fora. Colabora com o “Quem tem medo da democracia?”, onde mantém a coluna “Non abbiate paura“
Governo de Jatene não conclui obras em Santarém
Diretores relatavam que as obras iniciaram, mas que seguiam a passos lentos ou estavam paralisadas e que temiam que o trabalho não fosse concluído
A menos de quatro meses para o final do
Governo de Simão Jatene (PSDB) no Pará, ainda repercute em todo o Estado
a falta de conclusão das obras de reforma de escolas públicas. Em
Santarém, na região Oeste, o Ministério Público Estadual (MPE) acompanha
os trabalhos de reforma de nove escolas da rede estadual.
Há cerca de sete meses, a Promotoria de
Justiça de Direitos Constitucionais de Santarém (Educação e Saúde)
visitou as obras de reforma de três escolas estaduais, após denúncias de
representantes do Conselho Escolar. Para o Ministério Público, a
preocupação ficou por conta do início do ano letivo em fevereiro, onde
três escolas ainda continuavam em reforma.
A inspeção do MPE aconteceu após
diretores e representantes de vários conselhos escolares da rede pública
estadual, alunos e pais de alunos pediram providências ao órgão. Os
representantes também pediram apoio junto à Ordem dos Advogados do
Brasil (OAB) Subsecção de Santarém, para formalizar denúncia contra a
Secretaria de Estado de Educação (SEDUC).
O motivo era o atraso das obras. A SEDUC
não concluiu a reforma de 9 escolas da rede estadual de ensino em
Santarém. De acordo com Dirceu Amoedo, diretor da 5ª Unidade Regional de
Ensino (URE), as reformas em algumas escolas ainda continuam
paralisadas.
O ano letivo na rede estadual estava
previsto para iniciar no dia 17 de fevereiro, e algumas escolas ainda
estavam com os trabalhos paralisados. Diretores relatavam que as obras
iniciaram, mas que seguiam a passos lentos ou estavam paralisadas e que
temiam que o trabalho não fosse concluído. Algumas escolas tiveram parte
da estrutura física demolida há mais de dois anos e menos de 20% do
serviço foi feito.
Entre as escolas que enfrentam o
problema estão: Wilson Fonseca, Barão do Tapajós, Gonçalves Dias, Frei
Othmar, Álvaro Adolfo da Silveira e São Felipe.
OBRA PARALISADA: Em
julho último, mais uma vez as obras da escola estadual Wilson Fonseca
foram paralisadas. A direção mostrou preocupação com início do segundo
semestre do ano letivo. As aulas do segundo semestre iniciaram dia
primeiro de agosto, mas, na escola, os alunos encontraram apenas algumas
salas de aula concluídas. A sala de pesquisa, a cozinha e algumas
partes do telhado estão por terminar. As obras estão paradas desde o mês
de junho.
“Nós aguardávamos que no mês de julho
retomassem o serviço para completar as obras, mas até agora nada.
Tivemos que contratar pessoas, serviço particular, para fazer o mínimo
do serviço que eles deixaram, como cobrir as passarelas que estão
faltando, para ter o mínimo de condição”, informou a diretora da escola,
Dircelina Tavares.
Por conta do telhado da passarela não
estar coberto, em dias de chuva os alunos se molham ao passar por ali.
Em dias de sol, a reclamação aumenta por causa do forte calor. Somente
as salas de aula estão prontas. “Nós já fizemos nossa parte e agora
vamos continuar as aulas do jeito que está”, garante a diretora.
Ainda falta concluir os serviços de
pintura, a reforma da cozinha, e a quadra de esportes. A diretora afirma
que já perdeu as contas de quantas vezes as obras da escola foram
paralisadas. ALUNOS PREJUDICADOS: No início do segundo
semestre o retorno às aulas na rede pública estadual foram prejudicados
em algumas escolas. As obras de reforma, que deveriam ser entregues uma
semana antes do início das aulas, no dia 1º de agosto, não foram
cumpridas e as escolas não oferecem condições para receber os alunos.
A escola estadual Frei Ambrósio, com 114
anos de fundação, passa pela segunda reforma e não ficou pronta para o
retorno das aulas. “É uma situação bastante complicada mesmo, eu diria
até crítica. Quando nós encerramos nosso primeiro semestre deixamos
acertado através de uma reunião com os pais de que o retorno seria
garantido no 1º de agosto, confiando que as seis salas que estão sendo
reformadas estariam prontas pelo menos dois ou três dias antes do
reinício das aulas. Quando conversei com o responsável pela obra ele
disse que não seria possível entregar as salas”, explicou o diretor da
escola, Marcos Vinício Botelho.
Segundo a coordenadora do Sindicato dos
Trabalhadores da Educação Pública do Pará (Sintepp), Isabel Marinho, a
situação das escolas estaduais é revoltante.
“Nós estamos com este problema sério com
essas escolas da rede estadual, a gente espera que a direção da 5ª URE
possa trazer alguma resposta positiva de Belém com relação a essas
escolas onde o trabalho está paralisado. A gente sabe que em todas as
escolas em que iniciaram esse serviço de reforma, até o momento nenhuma
foi entregue com sua obra concluída de fato e isso é muito preocupante, é
desgastante para todos e é revoltante também”, desabafa Isabel.
Por: Manoel Cardoso
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
Justiça Eleitoral intensifica preparativos para as eleições em Santarém
Urnas já estão no Cartório Eleitoral e serão enviadas para as zonas eleiorais
A eleição deste ano será realizada no
dia 5 de outubro, com votação para Deputado Estadual, Deputado Federal,
Governador, Senador e Presidente da República. Chegaram a Santarém na
última terça-feira, 9 de setembro, aproximadamente 20 mil urnas para
todo o Oeste do Pará, que serão enviadas para as zonas eleitorais dos
municípios da região. Para a 20ª Zona serão 342 urnas, das quais 293
serão usadas nas sessões eleitorais, as restantes ficarão guardadas para
possíveis substituições, pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), em
caminhões, balsas, barcos e outros meios, dependendo do local.
Os convocados para trabalhar no dia da
votação receberam instruções entre os dias 1 e 3 deste mês, sobre como
agir com os eleitores no dia da votação. O Cartório de Santarém informou
que treinou 400 pessoas, entre mesários e presidentes de seções. O voto
é obrigatório a todos os brasileiros maiores de 18 e menos de 65 anos.
Pessoas que nasceram em outros países e se naturalizaram brasileiros
também são obrigadas a votar. No dia da votação será necessário ter o
título de eleitor ou a carteira de identidade, documento oficial com
foto.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tem
uma ferramenta que permite a consulta dos números do título, da Zona
Eleitoral e o endereço da seção de votação. Quem não tiver o número do
documento, precisa dar o nome completo, data de nascimento e o nome da
mãe.
Santarém é um das cidades que não será
realizada identificação biométrica. Para quem não sabe o seu local de
votação, devera ir ao Cartório da 20ª Zona Eleitoral, localizado na
Avenida Mendonça Furtado, no bairro Aparecida. Os eleitores que
estiverem fora de seu domicílio eleitoral no dia da votação, podem votar
em trânsito ou justificar a ausência. Para quem perdeu ao prazo da
justificativa, a Justiça Eleitoral esclarece que vai aplicar uma multa
de aproximadamente R$ 3,00. Também quem deixar de votar e não justiçar
por três votações seguidas terá o título de eleitor cancelado.
Pela primeira vez o TSE lançará o
aplicativo para celulares e tablets sobre o local de voto, segundo a
Secretaria de Informação do TSE, que utilizará a geolocalização para que
os eleitores cheguem o mais rápido possível em suas secções eleitorais.
Faltam 25 dias para as Eleições, Santarém não terá o apoio da Força
Nacional de Segurança. Para este ano as polícias Militar, Civil, Federal
e Rodoviária Federal devem participar da operação de combate a fraude
eleitoral durante as eleições.
Por: Sabrine Dalazen (EstagiáriaÚltimo dia dos IV Jogos Indígenas do Pará
Fotos: Fernando Sette
Fotos: Raimundo Paccó
Foto: Ray Nonato
Os
IV Jogos Tradicionais Indígenas do Pará estão mostrando ao mundo
rituais sagrados, lutas, danças, folguedos, manifestações culturais das
15 etnias participantes, sempre com lições ambientais. “O
gavião costuma caçar na mata, mas, com os desmatamentos, ele não tem
onde caçar e invade as aldeias em busca de alimento. Essa dança
simboliza os ‘parentes’ defendendo suas caças do gavião faminto”,
explicou o cacique Edson Xerente, ao mostrar a dança de seu povo.
Os Munduruku fizeram a dança do Matrinxã, em que mulheres e homens
agitam-se graciosamente numa grande roda. Os Kayapó apresentaram a dança
do Marimbondo. Os Wai Wai mostraram a dança dos caçadores, feita sempre
que chegam à aldeia depois de uma boa caçada, os guerreiros entrando em
fila, segurando seus instrumentos de caça, circundando a arena num
passo cadenciado, agitando arcos e flechas de um lado a outro.
Os
Pataxó, da Bahia, depois de uma luta corporal de guerreiros que querem
casar, na qual mostram para a família da cunhã pretendida que já têm
condições físicas de sustentar a mulher e a nova família, agradeceram a
hospitalidade da população da comunidade de Bacuriteua, em Marapanim. “Já
estivemos aqui alguns anos atrás e voltamos hoje para ver como estava o
lugar. Fomos muito bem recebidos. Os moradores nos mostraram tudo e nos
levaram até o rio. Gostamos muito de vir aqui porque os paraenses são
sempre muito carinhosos com nosso povo”, disse o cacique Tibira, que, ao final, jogou colares para o público.
Ontem,
teve a dança da farinhada e do encanto do boto e, depois, todo mundo
caiu no carimbó. Hoje, último dia de jogos, a coordenação promete um
encerramento para ficar na memória de indígenas e não indígenas, com
direito a show pirotécnico, entre muitas outras atrações. A programação
começa agora de manhã, com a corrida de fundo, de cinco mil metros,
pelas ruas de Marudá, e encerra ao por do sol.
(com informações da jornalista Dedé Mesquita)
terça-feira, 29 de julho de 2014
Papa Francisco pede união de cristãos
Ontem (28), o papa Francisco voltou a cidade de Caserta , na Itália,
para um encontro com fieis e representantes da Igreja evangélica da
Reconciliação. No encontro com os protestantes, o Papa ressaltou a
importância da unidade entre os cristãos de diferentes religiões. -
"O Espírito Santo fez a diversidade na Igreja. A diversidade é muito
bonita e, o mesmo Espírito Santo, fez também a unidade.
Assim, a Igreja é uma só na diversidade e, para usar uma palavra bonita, uma diversidade reconciliante. O Espírito Santo é harmonia, harmonia na diversidade", falou para cerca de 350 evangélicos locais. Ele ainda declarou que a união é "fundamental" entre os cristãos e "é um mandamento de Cristo". Segundo o Pontífice, "é preciso buscar algo novo para superar as diferenças entre as Igrejas cristãs" e que elas "não nasceram separadamente".
O Papa pediu para os evangélicos ajudarem as pessoas que sofrem com a pobreza de espírito. "Na estrada da unidade é muito bom tocar na carne de Cristo, andar nas periferias onde estão tantos irmãos que precisam de Deus, que tem fome, mas não de pão e sim, fome de Deus. Não podemos pregar um Evangelho intelectual: o Evangelho é verdade, amor e beleza", disse o líder dos católicos.
Ele ainda solicitou aos presentes que sejam atuantes como cristãos, afirmando que "não entende como um cristão pode ficar parado, já que um cristão tem que caminhar". "Há cristão que caminham na presença de Jesus, mas em certos momentos caminham sem a presença Dele. Isso porque são cristãos que confundem caminhar com dar voltas, são errantes. Há esses falta esperança", falou.
Francisco aproveitou o momento para pedir perdão pela perseguição que católicos fizeram contra os protestantes ao longo da história. "Entre aqueles que perseguiram e denunciaram os protestantes, quase como se fossem pessoas que estragaram a raça humana, havia também católicos. Eu, como pastor dos católicos, peço-vos perdão por aqueles irmãos e irmãs católicos que não vos entendiam e foram tentados pelo demônio", discursou o Papa.
No sábado (26), o papa Francisco esteve na mesma cidade e discursou diante de 200 mil pessoas. O local tem forte influência da máfia Camorra e o Papa pediu que "esta linda terra precisa de coragem para dizer não a toda forma de corrupção e ilegalidade". A região também é assolada por uma crise social e econômica grave. (Agência ANSA)
Assim, a Igreja é uma só na diversidade e, para usar uma palavra bonita, uma diversidade reconciliante. O Espírito Santo é harmonia, harmonia na diversidade", falou para cerca de 350 evangélicos locais. Ele ainda declarou que a união é "fundamental" entre os cristãos e "é um mandamento de Cristo". Segundo o Pontífice, "é preciso buscar algo novo para superar as diferenças entre as Igrejas cristãs" e que elas "não nasceram separadamente".
O Papa pediu para os evangélicos ajudarem as pessoas que sofrem com a pobreza de espírito. "Na estrada da unidade é muito bom tocar na carne de Cristo, andar nas periferias onde estão tantos irmãos que precisam de Deus, que tem fome, mas não de pão e sim, fome de Deus. Não podemos pregar um Evangelho intelectual: o Evangelho é verdade, amor e beleza", disse o líder dos católicos.
Ele ainda solicitou aos presentes que sejam atuantes como cristãos, afirmando que "não entende como um cristão pode ficar parado, já que um cristão tem que caminhar". "Há cristão que caminham na presença de Jesus, mas em certos momentos caminham sem a presença Dele. Isso porque são cristãos que confundem caminhar com dar voltas, são errantes. Há esses falta esperança", falou.
Francisco aproveitou o momento para pedir perdão pela perseguição que católicos fizeram contra os protestantes ao longo da história. "Entre aqueles que perseguiram e denunciaram os protestantes, quase como se fossem pessoas que estragaram a raça humana, havia também católicos. Eu, como pastor dos católicos, peço-vos perdão por aqueles irmãos e irmãs católicos que não vos entendiam e foram tentados pelo demônio", discursou o Papa.
No sábado (26), o papa Francisco esteve na mesma cidade e discursou diante de 200 mil pessoas. O local tem forte influência da máfia Camorra e o Papa pediu que "esta linda terra precisa de coragem para dizer não a toda forma de corrupção e ilegalidade". A região também é assolada por uma crise social e econômica grave. (Agência ANSA)
sábado, 26 de julho de 2014
quinta-feira, 24 de julho de 2014
quarta-feira, 23 de julho de 2014
Ariano Suassuna morre aos 87 anos Escritor paraibano
Publicação: 23/07/2014 17:46 Atualização: 23/07/2014 19:00
O escritor Ariano Suassuna não resistiu a complicações de um AVC hemorrágico e faleceu nesta quarta-feira (23), aos 87 anos, no Recife. Paraibano, radicado em Pernambuco, o autor de Auto da Compadecida estava internado no Real Hospital Português, no bairro da Ilha do Leite, desde a segunda-feira (21). Ele sofreu uma parada cardíaca às 17h15, de acordo com comunicado da instituição.
A vida e a obra de Ariano Suassuna em especial
O velório será realizado no Palácio do Campo das Princesas. De lá, o corpo segue em cortejo em carro do Corpo de Bombeiros até o Cemitério Morada da Paz, onde será enterrado.
Ariano não morreu só. Porque, como disse o próprio autor em uma das inúmeras entrevistas que concedeu: “quem gosta de ler não morre só”. E ler era uma paixão de Ariano desde pequenino. Assim como escrever. Foram 15 livros de romance e poesia, além de 18 espetáculos de teatro.
A última atividade pública do escritor foi na sexta-feira (18), quando concedeu uma aula-espetáculo no Festival de Inverno de Garanhuns (FIG), no Agreste. Na manhã do sábado (19), tirou fotos com fãs que participavam do evento.
“Não gosto da ideia de ter 'medo de morrer'. Sou paraibano e não gosto de confessar que tenho medo (risos). Eu conheço a palavra ‘medo’, porque li no dicionário”, declarou Ariano em recente entrevista ao Correio Braziliense. Ariano deixa cinco filhos - Maria, Manoel, Isabel, Mariana e Ana - e a esposa, Zélia de Andrade Lima, com quem era casado desde 1957. O casal teve ainda outro filho, Joaquim, que cometeu suicídio em 2010.
VIDA
Ariano Vilar Suassuna nasceu em Nossa Senhora das Neves, hoje João Pessoa, na Paraíba, em 16 de junho de 1927, filho de Cássia Villar e João Suassuna. Após a Revolução de 1930, seu pai foi assassinado no Rio de Janeiro e a família mudou-se para Taperoá, no Sertão da Paraíba, onde morou até 1937.
O escritor de Romance d'A pedra do reino só veio ao Recife em 1942, para dar continuidade aos estudos e, posteriormente, ingressar na Faculdade de Direito. Depois de exercer a profissão de advogado por alguns anos, abandonou o ofício para ensinar estética na Universidade Federal de Pernambuco.
Depois de 38 anos, Ariano se aposentou e se dedicou a ministrar aulas-espetáculo, formato em que ele aproveitava para contar histórias, defender a cultura popular, fazer críticas e elogios. Com as apresentações, percorreu teatros, escolas, congressos e centros culturais do país inteiro, às vezes acompanhado de uma trupe de músicos e dançarinos, outras vezes sozinho.
Foi membro fundador do Conselho Federal de Cultura (1967); nomeado, pelo Reitor Murilo Guimarães, diretor do Departamento de Extensão Cultural da UFPE (1969). Ligado diretamente à cultura, iniciou em 1970 o "Movimento Armorial", interessado no desenvolvimento e no conhecimento das formas de expressão populares tradicionais.
Ariano foi secretário de Cultura do Estado de Pernambuco, no Governo Miguel Arraes (1994-1998), membro da Academia Paraibana de Letras (APL/PB), Academia Pernambucana de Letras (APL/PE) e da Academia Brasileira de Letras (ABL). Em 2004, com o apoio da ABL, a Trinca Filmes produziu o documentário O Sertão: Mundo de Ariano Suassuna, dirigido por Douglas Machado. Era torcedor fanático do Sport Clube do Recife
Unicef: Mais de 700 milhões de mulheres casaram crianças
Agência da ONU realiza conferência sobre o tema, em Londres
Passa de 700 milhões o número de
mulheres vivas hoje no mundo que foram obrigadas a se casar quando ainda
eram crianças, apontou, nesta terça-feira, o Fundo das Nações Unidas
para a Infância (Unicef), que organiza evento sobre a mobilização contra
os casamentos forçados e a mutilação genital feminina, em Londres.
A
conferência “Girl Summit 2014” pretende conseguir apoio, em todo o
mundo, para pôr fim aos casamentos forçados e à mutilação de clitóris
A conferência “Girl Summit 2014”
pretende conseguir apoio, em todo o mundo, para pôr fim aos casamentos
forçados e à mutilação de clitóris, que atinge mais de 130 milhões de
mulheres e meninas nos 29 países da África e do Oriente Médio onde a
prática é mais frequente, aponta o Unicef.
Segundo dados revelados pela agência da
ONU, entre as 700 milhões de mulheres vítimas de casamentos forçados,
mais de um terço tinham menos de 15 anos quando se casaram. Apenas a
Índia responde por um terço do total. No país, as meninas mais pobres se
casam com idade média de 15 anos, enquanto as mais ricas se casam com
cerca de 20 anos.
Sobre as mutilações genitais, o Unicef
aponta uma melhora da situação, afirmando que o risco de uma jovem
sofrer mutilação genital diminuiu um terço em 30 anos.
“As meninas não são propriedade de
ninguém, têm direito de escolher seu destino. Quando isso é feito, todos
são beneficiados”, declarou o diretor-geral da Unicef, Anthony Lake, em
um comunicado.
Será redigida, na cúpula, uma “Carta
Internacional” pedindo o fim dessas práticas e novos programas para
prevenir os casamentos forçados. O primeiro-ministro britânico, David
Cameron, é co-organizador do evento. Malala Yousafzai, menina
paquistanesa que sobreviveu a um ataque dos talibãs e se engajou na luta
pelo acesso de garotas a escolas, participa.
O governo britânico anunciará, nesta
terça-feira, uma legislação mais rígida para pais que permitirem a
mutilação genital de suas filhas. Mês passado, entrou em vigor lei que
torna o casamento forçado um crime no Reino Unido. Os pais que obrigarem
jovens mulheres a se casar com maridos arranjados podem ser punidos com
até sete anos de prisão.
Fonte: O Globo
terça-feira, 22 de julho de 2014
segunda-feira, 21 de julho de 2014
Dunga é o novo técnico da seleção brasileira
Dunga parece mesmo ser o novo comandante da seleção brasileira...
O nome de Dunga já estava mais do que forte nos últimos dias. Na sexta-feira, o ESPN.com.br já havia adiantado que as conversas do treinador com a CBF estavam muito avançadas e que apenas alguns detalhes ainda impediam a assinatura do contrato.
Por enquanto, nem Dunga e nem CBF se manifestam oficialmente sobre o assunto. A confederação máxima do futebol nacional já disse que vai anunciar o nome escolhido apenas em entrevista coletiva marcada para a próxima terça-feira, às 11h. A expectativa é de que toda a nova comissão técnica seja anunciada.
Dunga ficou mais perto de voltar à seleção já na quarta-feira passada, quando Gilmar Rinaldi foi anunciado como o novo coordenador-geral de seleções. Os dois atuaram juntos pelo Internacional e pela seleção brasileira. Juntos, disputaram uma Olimpíada e ganharam o tetracampeonato mundial. E até hoje são próximos.
Os motivos que recolocam Dunga perto da seleção são os mesmos que o aproximaram do cargo pela primeira vez. Ele é visto como o homem certo para mais uma vez garantir o foco dos jogadores, deixando as preocupações com marketing e visual de lado e priorizando mais uma vez os treinamentos e jogos. A CBF também entende que Dunga não saiu tão queimado do cargo, com uma eliminação mais digna na Copa de 2010.
Segundo informou o blog de Paulo Vinícius Coelho, Dunga rejeitou um convite para assumir a Venezuela no sonho de levar o país a uma inédita Copa do Mundo. O treinador já tinha muita coisa avançada para a assinatura do contrato, mas resolveu desistir e negar a oferta
sexta-feira, 18 de julho de 2014
Datafolha: Dilma e Aécio empatam no 2º turno
A pesquisa Datafolha divulgada na noite de ontem (17) trouxe
duas más notícias para a presidente-candidata Dilma Rousseff (PT).
A primeira é que a tendência de a eleição ser decidida no segundo turno
ganhou consistência. E a segunda, esta sim uma grande novidade: pela
primeira vez, quando o adversário é Aécio Neves (PSDB), o cenário é de
empate técnico.
Segundo a pesquisa, encomendada pelo jornal Folha de S.Paulo e pela TV Globo, Dilma marca 36% da preferência do eleitorado, Aécio tem 20%, e Eduardo Campos (PSB), 8%. Pastor Everaldo, do PSC, aparece com 3%. Os demais candidatos, somados, têm 8%. Outros 13% dos entrevistados disseram que pretendem votar em branco ou nulo, e 14% não souberam responder.
Em relação à pesquisa anterior, nos dias 1º e 2 de julho, Dilma oscilou dois pontos percentuais: de 38% para 36%. O tucano manteve 20%, e Campos oscilou de 9% para 8%.
O índice de rejeição a Dilma subiu três pontos em quinze dias: de 32% para 35%. No caso de Aécio, a oscilação foi de 16% para 17%. Campos manteve os 12%.
Segundo a pesquisa, encomendada pelo jornal Folha de S.Paulo e pela TV Globo, Dilma marca 36% da preferência do eleitorado, Aécio tem 20%, e Eduardo Campos (PSB), 8%. Pastor Everaldo, do PSC, aparece com 3%. Os demais candidatos, somados, têm 8%. Outros 13% dos entrevistados disseram que pretendem votar em branco ou nulo, e 14% não souberam responder.
Em relação à pesquisa anterior, nos dias 1º e 2 de julho, Dilma oscilou dois pontos percentuais: de 38% para 36%. O tucano manteve 20%, e Campos oscilou de 9% para 8%.
O índice de rejeição a Dilma subiu três pontos em quinze dias: de 32% para 35%. No caso de Aécio, a oscilação foi de 16% para 17%. Campos manteve os 12%.
2º turno – O instituto simulou dois cenários para o
segundo turno. Quando Dilma enfrenta Aécio, o resultado foi um empate
técnico de 44% a 40% a favor da petista – a margem de erro é de dois
pontos percentuais para mais ou para menos. Contra Campos, Dilma
venceria por 45% a 38%.
O Datafolha ouviu 5.377 eleitores em 223 municípios terça e quarta-feira (16). A pesquisa foi protocolada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o registro BR-00219/2014.
O Datafolha ouviu 5.377 eleitores em 223 municípios terça e quarta-feira (16). A pesquisa foi protocolada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o registro BR-00219/2014.
Grandes bancos assinam acordo para consolidar terminais externos de autoatendimento
O novo acordo, que também envolve HSBC Brasil, Caixa Econômica Federal e Citibank, prevê substituição, em cerca de quatro anos, de parte da rede externa de terminais de autoatendimento dos bancos pelos terminais da Rede Banco24Horas, que são e continuarão sendo geridos pela TecBan.
(Por Marcela Ayres
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