terça-feira, 29 de agosto de 2017

O Amazonas mede na urna a ampla rejeição aos políticos


Por Clóvis Rossi - Folha de SP
O resultado da eleição extra no Estado do Amazonas é o primeiro alerta real, pesquisas à parte, sobre o estado de ânimo do eleitorado: o público não está gostando nada dos políticos que tem à disposição.

Números que comprovam o alerta vermelho: 43% dos votantes preferiram não votar em ninguém, se contabilizadas a abstenção, os votos nulos e os brancos. Consequência: o segundo turno, concebido para permitir a instalação de um governante com maioria clara, produziu um governador (no caso, Amazonino Mendes, do PDT) com apenas 33% dos votos possíveis. O ex-governador, de volta ao cargo, teve 775 mil votos em um eleitorado de 2,337 milhões.

Só os que fugiram das urnas, preferindo a abstenção, foram 595 mil, mais do que os votos dados a Eduardo Braga (PMDB), o adversário de Amazonino, que ficou com 531 mil votos.

É claro que não dá para extrapolar o resultado do Amazonas para o conjunto do Brasil. É apenas um primeiro sinal. Até porque, quando se fala tanto em nomes novos para a política, eis que o Estado teve que decidir entre duas figuras antigas, típicas representantes do que há de mais velho na deformada política brasileira.

É bom levar em conta que, na eleição presidencial de 2014, já ocorrera um "não" maciço aos dois finalistas, Dilma Rousseff e Aécio Neves: 30 milhões de eleitores não se deram ao trabalho de comparecer às urnas (21%) do total. Com votos branco e nulos, o total do "não" aos candidatos chegou a quase 28%.

Consequência inescapável: como no Amazonas agora, na eleição presidencial de 2014, a vencedora, em vez da maioria nítida que o segundo turno deveria proporcionar, ficou com apenas 38% do eleitorado (54,5 milhões em 141,8 milhões).

É óbvio que o fracasso da gestão Rousseff mais a sucessão de escândalos que estourou a partir de 2014 só pode ter levado ao desencanto/irritação do eleitorado. O Amazonas é uma primeira e pequena amostra desse estado d'alma. Resta saber se o mundo político tomará nota dele. Se você quer saber, eu duvido.

sábado, 19 de agosto de 2017

Flagrantes da vida real



Pinissilina, várias vezes ao dia, dá saúde e alegria.  © Maringas Maciel

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

MPF denuncia 72 ex-deputados por 'farra das passagens'

 
 
 
O Ministério Público Federal (MPF/DF) denunciou 72 ex-deputados federais acusados de usar recursos públicos a que tinham direito em função do cargo para emitir passagens aéreas em nome de terceiros entre 2007 e 2009.As denúncias são pelo crime de peculato (desvio de dinheiro público). O episódio, que ficou conhecido como “farra das passagens” foi revelado pelo site Congresso em Foco, em 2009.Somados, os 13.877 bilhetes vinculados aos 72 ex-parlamentares denunciados neste momento, custaram aos cofres da Câmara R$ 8,3 milhões.Entre os documentos reunidos durante a fase de investigação preliminar, estão informações fornecidas por agências e companhias aéreas, segundo os quais foram feitas viagens para cidades como Miami, Paris e Buenos Aires. Atualmente, o serviço de transporte aéreo da Câmara permite apenas viagens nacionais. Além disso, há um limite de quatro trechos mensais destinadas a cada deputado. E o uso da cota para viagens de assessores está condicionada à autorização da Mesa Diretora

Vamos Falar dos mestres da Fotografias



Miguel Chikaoka

Paulista de Registro nasceu em 1950, estudando engenharia na Universidade de Campinas (SP), onde se graduou em 1976. Morou entre os anos de 1977 e 1979 na cidade francesa de Nancy, onde frequentou a École Supérieure de Mécanique et Électricité, mas abandonou o curso antes de seu término. Quando retornou ao Brasil, em 1980, preferiu se instalar em Belém, passando a desenvolver intensa atividade como fotojornalista, colaborando primeiramente com a Agência F/4 (entre os anos de 1981 e 1991) e, em seguida, com a N Imagens (no período compreendido entre 1991 e 1994). Atualmente integra a Kamara Kó (“os amigos”, em língua tupi), cooperativa de fotógrafos especializada nos problemas ambientais da Amazônia.

Duke


© Duke. O Tempo (MG