domingo, 11 de dezembro de 2016

Maravilhoso show das crianças


























Foi um momento ímpar no grupo semente musicais, esse show no teatro vitória em que as crianças deram um show, do seu jeito que encantou quem ali estava. Parabéns aos organizadores.

Confraternização da Região 3 foi super legal.











sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Fogos de Nossa Senhora daConceição









outra homenagem na festa de nossa padroeira, foi uma salva de fogos e muitas pessoas prestigiaram esse momento especial.
e nosso Olhar estava lá.

Coriida do Cirio de nossa Padroeira.










Vários atletas homenagearam nossa padroeira Senhora da Conceição, dando seu suor na corrida do Círio ano 2016, jovens, adultos e a melhor idade foi representada nesta homenagem. 

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

RENAN ESTÁ FORA!!!!

Marco Aurélio Mello atendeu a um pedido liminar feito pela Rede. O peemedebista tornou-se réu por peculato na semana anterior
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Renan
Com o afastamento de Renan (foto), o vice Jorge Viana assume a Presidência do Senado
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello decidiu nesta segunda-feira 5, em caráter liminar, afastar Renan Calheiros (PMDB-AL) do cargo de presidente do Senado. O magistrado atendeu a uma solicitação feita pela Rede Sustentabilidade na manhã de hoje.
O pedido de afastamento surgiu após a decisão proferida pela Corte na semana passada, que tornou Renan réu pelo crime de peculato. Segundo a legenda, a liminar era urgente porque o recesso no STF começa no dia 19 de dezembro, e Renan deixará a presidência no dia 1º de fevereiro do ano que vem, quando a Corte retorna ao trabalho.
“Defiro a liminar pleiteada. Faço-o para afastar não do exercício do mandato de senador, outorgado pelo povo alagoano, mas do cargo de presidente do Senado o senador Renan Calheiros”, despachou Marco Aurélio.
No mês passado, a Corte começou a julgar a ação na qual a Rede pede que o Supremo declare que réus não podem fazer parte da linha sucessória da Presidência da República. Até o momento, há maioria de seis votos pelo impedimento, mas o julgamento não foi encerrado em função de um pedido de vista do ministro Dias Toffoli.
Votaram a favor de que réus não possam ocupar a linha sucessória o relator, ministro Marco Aurélio, e os ministros Edson Fachin, Teori Zavascki, Rosa Weber, Luiz Fux e Celso de Mello.
Marco-Aurelio
Marco Aurélio Mello afastou Renan da Presidência do Senado, mas manteve o mandato do senador
Em nota divulgada na sexta-feira 2, o gabinete de Dias Toffoli informou que o ministro tem até o dia 21 de dezembro para liberar o voto-vista, data na qual a Corte estará em recesso.
Por que Renan tornou-se réu?A Corte julgou uma denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em 2013 contra o presidente do Senado. Renan é acusado de receber propina da construtora Mendes Júnior para apresentar emendas que beneficiariam a construtora.
Em troca, ele teve despesas pessoais da jornalista Monica Veloso, com quem mantinha relacionamento extraconjugal, pagas pela empresa, de acordo com a acusação. Renan apresentou ao Conselho de Ética do Senado recibos de venda de gados em Alagoas para comprovar um ganho de 1,9 milhão de reais. Os documentos são considerados notas frias pelos investigadores.
À época, o peemedebista renunciou à presidência do Senado em uma manobra para não perder o mandato.
Durante o julgamento do STF, o advogado Aristides Junqueira, que representa Renan, defendeu que não há provas para o recebimento da denúncia. “Quando se recebe uma denúncia inepta o constrangimento é ilegal. Não há indícios suficientes sequer para o recebimento da denúncia”, disse Junqueira.
DenúnciaNa denúncia formalizada em 2013, a PGR acusou Renan dos crimes de falsidade ideológica e uso de documento falso, por utilizar meios fraudulentos para justificar a origem de 16,5 mil reais pagos mensalmente entre janeiro de 2004 e dezembro de 2006 à jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha.
Em processo aberto no Conselho de Ética do Senado no ano em que o escândalo veio à tona (2007), Renan apresentou recibos de venda de gado para comprovar uma renda compatível com os pagamentos. Segundo laudo pericial da PGR, os documentos são falsos e não correspondem a transações comerciais verdadeiras. Um dos compradores teria negado expressamente a compra de cabeças de gado do senador.
A PGR acusou ainda Renan do crime de peculato, por ter desviado, entre janeiro e julho de 2005, a verba indenizatória a que tem direito como senador. Apesar de ter apresentado notas fiscais para comprovar o aluguel de dois veículos, os investigadores alegam que os documentos, no valor de 6,4 mil reais cada, são fraudulentos.
“Não foram encontrados lançamentos que possam comprovar a entrada e saída de valores [nas contas da locadora de veículos e do senador], situação que comprova que a prestação de serviços não ocorreu”, disse o vice-procurador-geral da República, José Bonifácio Borges de Andrada, ao ler o relatório da PGR, durante a sessão.
*Com informações da Agência Brasil

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

UM POUCO DO CÍRIO 2016








FOTOS: ROZINALDO GARCIA

Já Falava Darcy Ribeiro

A COOORDA BRASILLLLL.

Hoje você trocaria de idade.

Mas você partiu tão depressa e ficou a saudade de você, mas sabemos que está com o Pai Eterno.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Geddel entrega carta de demissão a Michel Temer

geddel-marcelo-camargo-agencia-brasil 
© Marcelo Camargo Agência Brasil
O ministro Geddel Vieira Lima não comanda mais a Secretaria de Governo. Ele confirmou a VEJA, por telefone, que já conversou com o presidente Michel Temer nesta manhã e entregou a carta de demissão. Geddel deixa o cargo seis meses depois de o governo Temer assumir o Palácio do Planalto. Veja.com

"Constituições não deveriam ser mudadas por questões de curto prazo"

por Marcos de Aguiar Villas-Bôas — publicado 24/11/2016 15h05, última modificação 25/11/2016 01h12
Professor da London School of Economics e maior especialista do mundo em reforma da previdência critica a PEC 55, carro-chefe do governo Temer
Reprodução
Nicholas Barr
Nicholas Barr: gastos em saúde e educação serão reduzidos
O britânico Nicholas Barr é professor de Economia Pública na London School of Economics (LSE), a mais respeitada escola de Economia da Europa, e ele é provavelmente o mais famoso especialista em reforma da previdência em todo o mundo.
Nick Barr, como é mais conhecido, deu assessoria sobre reforma previdenciária a governos dos países europeus pós-comunistas, e, também, a Suécia, Chile, China, além de ao próprio Reino Unido.
Barr recebeu CartaCapital em seu escritório em Londres para uma entrevista sobre reforma da previdência, mas também falou sobre austeridade fiscal e a PEC 55 (antes PEC 241), principal proposta do governo de Michel Temer.
Para Barr, assim como para muitos dos críticos brasileiros da medida, a PEC vai tirar recursos de áreas estratégicas. "Se você aumentar o orçamento do governo a cada ano apenas pela inflação, em termos práticos você estará cortando em termos reais serviços como educação e saúde", diz.
Além disso, afirma o professor da LSE, a PEC 55 vai engessar diversos futuros governos de forma perigosa. "Colocar uma regra econômica na Constituição me soa uma má ideia", afirma.
CartaCapital: O Senado do Brasil está discutindo neste exato momento uma emenda constitucional para limitar as despesas primárias por ao menos 10 anos, talvez 20, de acordo com a inflação do ano anterior. O que você acha disso?
Nicholas Barr: Há duas questões conflitantes. Uma delas é a de manter o gasto do governo baixo até um nível razoável, e regras podem ser úteis para tanto. A outra é o fato de que o futuro é incerto e você nunca sabe o que irá acontecer. Virtualmente ninguém antecipou a crise econômica de 2008 e, de repente, todas as regras fiscais, até dos mais prudentes países, como o da Alemanha, foram jogadas pela janela.
Então, a minha visão geral – e eu não estou comentando sobre o Brasil especificamente, porque eu não conheço os detalhes o bastante – é a de que regras podem ser úteis, porque elas tornam mais difícil para os governos fazerem a coisa errada, mas colocar uma regra econômica na Constituição me soa uma má ideia, porque, se coisas verdadeiramente imprevisíveis acontecerem no futuro, o governo pode ter que aumentar o gasto público, então terá que mudar a Constituição, mas Constituições não deveriam ser mudadas por razões de curto prazo.
E talvez o governo não possa mudar a Constituição rapidamente, caso no qual haverá risco de violação da Constituição, então ambas as coisas criam não somente um perigo econômico, mas perigos para a Constituição em si mesma.
Não adianta ter uma regra qualquer. No Reino Unido, nós temos tido muitas regras e o governo tem quebrado várias delas, mas não na Constituição, porque, como eu disse, é economicamente perigoso, porém, ainda mais importante para mim, é que isso é constitucionalmente perigoso.
CC: E especificamente sobre a regra que limita as despesas de acordo com a inflação do ano anterior?
NB: Ok. Eu acho que se você tentar congelar o gasto público em termos reais, você tem dois problemas. Um é que o preço dos serviços aumenta relativamente ao preço dos bens manufaturados. Muito do que os governos gastam é com serviços, em particular educação e saúde. Portanto, se você aumentar o orçamento do governo a cada ano apenas pela inflação, em termos práticos você estará cortando em termos reais serviços como educação e saúde.
Então, apenas usando a taxa de inflação seria um modo errado de fazer isso. Precisamos mais do que isso. É o primeiro problema.
Problema 2. Há concordância geral no sentido de que o governo deve ter alguma flexibilidade no curso do ciclo econômico. Se a economia vai mal, gastos sobre os benefícios de desemprego aumentarão etc. Alguém poderia muito bem dizer: “Nós precisamos de uma regra, mas ela não deveria ser uma regra ano a ano, e sim uma regra que funcione ao longo do ciclo econômico”.
O terceiro dos meus dois pontos (risos) é que as condições econômicas e sociais mudam a todo o tempo. Uma regra que conforma o gasto público como uma parcela do PIB tem mais probabilidade de ser robusta e, então, de passar no teste do tempo do que uma apenas baseada na inflação.
Ter regras é uma boa ideia. Eu diria que uma regra relacionada a uma parcela do PIB e talvez uma decrescente, digamos, nós estamos objetivando reduzir as despesas numa parcela do PIB a cada ano pelos próximos 10 anos.
Essa é uma regra que poderia fazer sentido, mas, como eu disse, não colocada na Constituição. Colocá-la na Constituição é constitucionalmente perigoso. 
CC: Partindo, então, para a sua especialidade, que é reforma da previdência, quais são os principais objetivos de tal reforma num país como o Brasil? Como o trade-off entre eficiência e equidade deveria funcionar?
NB: A previdência tem múltiplos objetivos os quais podem ser divididos em três grupos. O primeiro é a adequação. A previdência precisa ser ampla o suficiente. São três elementos: a) alívio da pobreza, b) diluição do consumo e c) segurança.
Se ninguém fosse pobre, o principal propósito da previdência seria permitir que pessoas jovens como você transferissem consumo para quando vocês mesmos se aposentassem, mas, como as pessoas têm incertezas no curso de suas carreiras, você também precisa de segurança e, como algumas pessoas são pobres – tomando a sua a vida inteira como perspectiva, e não olhando apenas para períodos curtos –, você também precisa de alívio de pobreza.
O segundo elemento estratégico é sustentabilidade. Se uma pessoa jovem como você está redistribuindo renda para ela mesma quando ela estiver mais velha, muitas décadas à frente, então é preciso um instrumento de longo prazo. Você precisa de um sistema que seja financeiramente sustentável, mas também de um que seja socialmente sustentável.
É muito fácil ter um sistema de previdência que seja financeiramente sustentável. Você simplesmente paga benefícios muito baixos, mas isso não é socialmente sustentável, então você precisa de ambos os dois elementos.
E o terceiro elemento, que não é de certo modo um objetivo primário, mas um objetivo instrumental, é ter um bom governo. Você precisa ter a capacidade de administrar bem o sistema de previdência e, criticamente importante, algo no que o governo britânico não é muito bom, você precisa ter a capacidade de pensar a previdência social em perspectivas de muito longo prazo.
É ruim reformar a previdência drasticamente, repentinamente, devido a uma crise. A reforma deveria estar ocorrendo muito antes, para que pudesse acontecer gradualmente.
O peso relativo a ser dado ao alívio de pobreza e à diluição de consumo é uma questão para o eleitorado brasileiro decidir e para os políticos brasileiros. Alguns países dão um peso maior ao alívio da pobreza, têm um generoso benefício não contributivo e uma menor diluição do consumo por meio de mais poupança, enquanto outros não.
CC: Uma das principais mudanças que o governo brasileiro pretende fazer no próximo ano no sistema previdenciário é desvincular os benefícios do salário mínimo. O que você acha disso?
NB: Nós precisamos distinguir dois elementos: a) qual o tamanho do benefício mensal? b) a partir de qual idade ele é pago? Se alguém acredita, como eu, que por razões de diminuição de pobreza, a previdência deveria ser adequada, se o dinheiro para pagar esse nível de benefício não está lá, então o governo tem sempre a opção de dizer: “Bem, nós não iremos pagar os benefícios a partir da idade atual, mas de uma idade posterior”.
Se os elaboradores das políticas públicas, representantes do eleitorado, quiserem que a previdência esteja relacionada ao salário mínimo, mas de uma forma que seja financeiramente sustentável, então, pensar em qual deveria ser a idade para pagamento dos benefícios poderia ser o que traria adequação e sustentabilidade ao mesmo tempo.
CC: De acordo com os seus trabalhos e com o que o senhor vem dizendo, não há uma resposta final para os sistemas de previdência e todos esses aspectos deveriam ser cuidadosa e complexamente analisados de forma conjunta.
NB: Se há um problema para pagar os benefícios, há quatro e apenas quatro políticas possíveis: a) você reduz o benefício mensal, ou b) você mantém o benefício mensal, mas começa de uma idade posterior, que é outro modo de cortar benefícios, ou c) você aumenta contribuições, ou d) você adota políticas que aumentem o crescimento, o que facilita pagar os benefícios.
Uma vez que os governos apenas têm esses quatro grupos de políticas e que aumentar o crescimento é uma política de longo prazo, no curto prazo sobra o aumento das contribuições, a redução dos benefícios ou o início de benefícios apenas mais tarde.
Deve-se olhar para todos esses aspectos, como você sugere, quando se tentar fazer uma reforma.